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    Músicos angolanos envolvidos em alegadas actividades ilícitas

    Alguns músicos angolanos têm sido convocados por autoridades a responder a denúncias que os associam a actividades ilícitas.

    Os artistas ligados a este tipo de ocupação são, na sua maioria, os mesmos que aderiram à campanha “Droga, Diga Não”, promovida pela ZE Produções de Zedú dos Santos e Emília Abrantes, em meados de 2005, destinada a sensibilizar as pessoas para não usarem drogas. Estima-se que mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo usem este tipo de substâncias.

    Segundo o canal de televisão moçambicano TIM, o músico Yuri da Cunha foi surpreendido, há tempos, por agentes da Direcção Nacional de Investigação Criminal que terão encontrado em sua casa matérias impróprias para a saúde. A diligência dos operativos do Ministério do Interior foi precipitada. Teve base num telefonema denunciando o caso. São ainda desconhecidas as conclusões dos polícias para se poder confirmar que o “produto” encontrado pertencia ao músico ou se o mesmo foi vítima de detractores que deixaram a substância nos seus aposentos para o prejudicar. Matias Damásio também foi intimado pela DNIC por motivos idênticos.

    Pedro Nzagi, observado também pelas autoridades, teve recentemente um problema descrito como “muito grave”. Foi encontrado um morto no tanque de água de uma das suas casas usadas para festas. As autoridades ficaram de investigar em que circunstâncias o cadáver apareceu no recipiente de água, embora o músico e apresentador tivesse ficado ilibado do sucedido visto que não se encontrava na residência.

    Segundo avança a Televisão Independente de Moçambique, circularam nos semanários durante a semana anterior, em Luanda, informações que apresentavam o músico Walter Ananás em actividades ilícitas com uma suposta rede de criminosos que culminou com a sua detenção no passado dia 2 de Abril, na placa da Força Aérea Nacional, em Luanda. Depois de ter desembarcado de uma aeronave militar proveniente de Cabinda, para onde se havia deslocado para a realização de um espectáculo.

    O músico, segundo o jornal “Continente”, estaria associado a uma rede encabeçada por Raúl Dinis, protagonista de vários crimes, incluindo burla às autoridades. Alguém dentro da rede se fez passar por um familiar directo do Presidente José Eduardo dos Santos. O objectivo da rede consistia, desta vez, em resgatar dos cofres do governo angolano 119 milhões de dólares, alegadamente resultantes de um negócio feito no tempo da Guerra-fria entre Luanda e empresas inglesas. Na base do negócio estava a venda de armamento para Angola.

    Os detidos, incluindo Walter Ananás, foram apresentados no dia seguinte, ao Procurador-Geral da República junto à Policia de Investigação e Inspecção das Actividades Económicas.

    Fonte: SAPO c/TIM

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