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    Muquita carece de infra-estruturas sociais

    O sector do Muquita, na comuna do Camissombo, província da Lunda-Norte, carece de infra-estruturas de impacto social, com vista à melhoria das condições de vida dos seus habitantes.
    O representante da circunscrição, Moisés Silvestre, disse segunda-feira que a região, que dista cerca de 120 quilómetros do Dundo e com mais de 3.500 residentes, na sua maioria camponesa e analfabeta, necessita, entre outros, de escolas, centro de saúde, instalação de sistema de captação de água e grupo gerador de energia eléctrica.
    A localidade necessita igualmente de meios de transporte para o escoamento dos produtos para as sedes comunal e municipal e vice-versa, além da construção de infra-estruturas sociais, reabilitação das vias de acesso que ligam as sedes da comuna e do município do Camissombo e de uma ponte sobre o rio Luachimo.
    Para resolução destes problemas, Moisés Silvestre disse que a comunidade do Muquita solicitou a intervenção urgente das autoridades provinciais através de uma carta endereçada ao governador Ernesto Muangala.
    Sendo uma área fértil para a agricultura, o responsável destacou a necessidade de se apoiar este sector, uma vez que este consegue produzir grandes quantidades de fuba de bombó e milho.
    O sector da Educação conta com uma escola primária de duas salas, sendo uma de construção definitiva e outra a funcionar nas instalações de uma igreja. Para este ano lectivo, foram matriculadas 248 crianças, encontrando-se outras 112 fora do sistema.
    No campo da saúde, o responsável disse que durante a campanha de vacinação contra a pólio foram imunizadas 385 crianças dos zero aos cinco anos, estando neste momento o sarampo a preocupar as autoridades, por ser o único posto desprovido de medicamentos para fazer face à epidemia.

    O governador da Lunda-Norte, Ernesto Muangala, garantiu que as autoridades estão cientes da responsabilidade de ver desenvolvida a região e melhoradas as condições de vida dos habitantes.
    No quadro do Programa de Combate à Fome e à Pobreza, o governante disse que esforços continuam a ser envidados para que as necessidades básicas das populações sejam melhoradas.
    Na sede da comuna do Camissombo, Ernesto Muangala apontou a instalação dos sistemas de captação de água, da rede de distribuição de energia eléctrica, a construção de duas escolas e um centro médico, como obras visíveis para o desenvolvimento da região.
    A par disso, a localidade está a beneficiar de um complexo residencial para os professores e da reparação de duas casas, das quais uma para a administradora adjunta.
    O governador disse ser notório o trabalho de asfaltagem da estrada nacional 180, entre o Saurimo e o Dundo, via que passa pelo Luacapa e Camissombo.

    Fonte: Jornal de Angola

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