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    Movimento que nasceu no Facebook organiza-se para boicotar prova de professores

    A prova está marcada para dia 18 PAULO PIMENTA
    A prova está marcada para dia 18 PAULO PIMENTA

    Grupo não revela estratégias de boicote, para não dar armas ao Ministério da Educação.

    André Pestana, um dos professores que lançaram o movimento Boicote&Cerco no Facebook, contra a prova de avaliação de conhecimentos para docentes, assegurou esta sexta-feira que “há centenas de pessoas mobilizadas para, no próximo dia 18, tentar garantir que a prova não é realizada, pelo menos por todos”.

    “Não vamos dizer onde estaremos nem quais as formas de boicote, que podem até ser diferentes de uma escola para a outra, porque isso seria dar armas ao adversário, que é o Ministério da Educação e Ciência” (MEC), justificou o docente, que pertence ao conselho geral de um dos sindicatos da Fenprof, mas foi eleito, frisa, “numa lista alternativa”.

    Na quinta-feira, na véspera do fim do prazo para a divulgação das escolas onde os cerca 13.500 professores inscritos têm se se apresentar, houve reuniões em 14 cidades do país, para definir estratégias, disse André Pestana, que frisou que o ministro da Educação, Nuno Crato, “tem “razões para estar preocupado”.

    Em declarações à Lusa, recentemente, o ministro lamentou a existência de apelos ao boicote. “Os professores que se inscreveram têm o direito a fazer a prova e eu espero que o bom senso prevaleça em todos os locais e que a prova se realize com toda a tranquilidade necessária”, frisou.

    A Federação Nacional de Professores (Fenprof) e outros sindicatos de professores convocaram uma greve a todos os serviços relacionados com a prova, Segundo a lei em vigor, a prova destina-se a todos os professores sem vínculo à função pública.

    Na sequência de um acordo com a UGT, no entanto, o MEC decidiu dispensar professores com mais de cinco anos de serviço. Segundo a Lusa, esse entendimento foi esta sexta-feira contestado pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), que apresentou duas queixas contra o MEC, ao Provedor de Justiça e à Organização Internacional do Trabalho (OIT) alegando a violação da lei negocial e a “discriminação do sindicalismo independente”. (publico.pt)

    Graça Barbosa Ribeiro

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