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    Movimento Muçulmano de Apoio às vítimas do Idai doa 350 toneladas

    Baseado em princípios relegiosos conforme dita o sagrado Alcorão: salvar uma vida significa salvar a humanidade, as associações de diversas organizações muçulmanas, lançaram hoje uma campanha denominada Movimento Muçulmano de Apoio às vítimas do Idai.

    De acordo com o Folha de Maputo, a Comunidade muçulmana decidiu estender a mão as vítimas do Idai, e apelou as outras relegiões a seguir o mesmo caminho como forma de minimizar o sofrimento da população da zona centro do país.

    “Face a esta situação conforme, como diz o ditado a união faz a força, irmãos deste país, filhos desta nação, demostramos que não existe região, não existe cor, não existe raça, que separa a solidariedade para com eles, Moçambique unidos somos mais fortes. E com este querer e com esta angústia interiorizada no sofrimento dos nossos irmãos lançamos esta campanha de querer abraçar a zona centro e seus arredores. Irmãos moçambicanos, Sofala, Manica, Tete e Quelimane precisam de nós”, revelou Hassan Ossman da comunidade muçulmana.

    Segundo Hassan Ossman neste momento já se encontram no Porto de Maputo, doze (12) contentores de quarenta (40) pés, carregados de produtos alimentares de primeira necessidade, material escolar, material de construção, produtos de higiene, redes mosquiteiras, roupas, entre outros produtos necessários para às vítimas do ciclone Idai.

    Ossman afirmou que os doze (12) contentores correspondem a 350 toneladas, mas revelou que nesta primeira fase que consideram de choque, o objectivo é atingir as 500 toneladas.

    O apoio da comunidade muçulmana, surge num momento em que o número de pessoas que morreram desde a passada quinta-feira até hoje subiu de 202 para 242, de acordo com o Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, que representa o Conselho de Ministros em Sofala.

    Correia, que Falava em conferência de imprensa, actualizou também o número de pessoas afectadas. Agora é de 180 366 pessoas e 2 867 salas de aulas destruidas afectando 86 056 alunos. Foram também destruidas 39 unidades sanitárias. Na agricultura foram perdidas 385 364 hectares de culturas.

    O Ministro deixou ficar claro que estes números ainda não são definitivos. Neste momento, cerca de 65 mil pessoas estão acomodadas nos centros de acolhimento havendo, por conseguinte, necessidade de abertura de outros porque o número de vítimas continua a aumentar diariamente.

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