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    Mortes por malária caíram 45% no mundo em 12 anos, aponta OMS

    Taxa de mortalidade nas crianças da África caiu 54%, organização.
    Directora afirma que diminuição não é tão rápida como poderia ser.

    Nos últimos 12 anos, a taxa global de morte por malária caiu 45% e a de incidência da doença diminuiu 29%, aponta estudo divulgado nesta quarta-feira (11) pela Organização Mundial da

    Saúde (OMS). Na África, a redução foi de 49% e 31%, respectivamente, segundo o relatório.

    A organização estima que em 2012 houve 207 milhões de casos de malária, que causaram 627 mil mortes, aproximadamente. 80% dos casos ocorrem na África, mostra o relatório.

    Mosquitos transmissores (Foto: Sang Tan/AP)
    Mosquitos transmissores (Foto: Sang Tan/AP)

    De acordo com a OMS, os esforços mundiais para controlar e eliminar a malária salvaram 3.3 milhões de vidas entre 2000 e 2012. A maioria das mortes evitadas neste período está relacionada aos 10 países com maior incidência de malária e entre crianças com menos de cinco anos, que são consideradas o grupo mais afectado pela doença. A taxa de mortalidade de malária nas crianças da África diminuiu 54%.

    A diminuição de casos de malária na região das Américas foi de 1.1 milhão em 2000 para 469 mil em 2012. Três países contabilizaram 76% das incidências: Brasil (52%), Colômbia (13%) e

    Venezuela (1%). Os casos de morte por malária concentraram-se no Brasil (59%) e na Colômbia (19%). Estima-se que Brasil, Colômbia e Peru deverão conseguir reduzir em mais de 75% os casos de incidência da doença até 2015, em comparação a 2000.

    No entanto, segundo afirma a directora da OMS, Margaret Chan, em nota divulgada pela instituição, a diminuição nos índices não acontece tão rápido como poderia. “Este progresso não é motivo para complacência. O fato de que tantas pessoas estão a ser infectadas e morrendo pela picada de mosquito é uma das grandes tragédias do século 21”, afirma, em nota.

    O número de pessoas sob o risco de infecção, por outro lado, aumentou no últimos 12 anos. Hoje, 3,4 mil milhões de pessoas continuam sob risco de malária, a maioria na África e no sudeste da Ásia.

    Mosquiteiros impregnados com inseticida (Foto: Reprodução/TVAM)
    Mosquiteiros impregnados com inseticida
    (Foto: Reprodução/TVAM)

    Prevenção e tratamento

    As intervenções para controlar o mosquito causador da malária, principalmente a oferta de mosquiteiros tratados com insecticidas, ocorreram em menor ritmo desde 2010.

    No entanto, estima-se que a oferta voltou a crescer em 2013 – com a distribuição de 136 milhões de mosquiteiros – e aumentará ainda mais em 2014, com a previsão de distribuição de 200 milhões de mosquiteiros. A porção da população com acesso esse tipo de equipamento ainda é de menos de 50%, afirma o estudo.

    Entre 2010 e 2012, cresceu de 44% para 64% a parcela da população com suspeita de malária que recebeu diagnóstico no sector público. O acesso a terapias de tratamento também subiu de 76 milhões em 2006 para 331 milhões em 2012.

    O financiamento internacional para controle da malária cresceu de US$ 100 milhões em 2000 para quase US$ 2 mil milhões em 2012. (g1.globo.com)

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