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    Morreu o Rei Ekuikui IV do Bailundo

    A autoridade tradicional máxima do Bailundo, Ekwikwi IV, morreu ontem, aos 94 anos, na cidade do Huambo, vítima de doença. O anúncio foi feito em comunicado pelo bureau político do MPLA, partido do qual era militante e que representou, como deputado, na Assembleia Nacional.

    No comunicado, o bureau político do MPLA esclarece que Augusto Cachitiopololo foi um militante activo do partido e era detentor de uma sabedoria extraordinária, reconhecida não só pelos seus súbditos, mas por toda a população da região central de Angola e de todo o país.

    Respeitado pelo seu povo, Rei Ekwikwi bateu-se até aos últimos dias pela verdade, pela paz e pelo progresso do país. Apesar da idade avançada, sempre bem-humorado, encontrava meios de levar a mensagem do seu povo.
    Fê-lo em várias ocasiões na Assembleia Nacional, onde foi deputado pelo MPLA, e em muitos outros momentos da sua longa e empenhada vida, em defesa da independência e da paz.

    Em Abril do ano passado, em entrevista ao Jornal de Angola, falou do progresso que o país está a viver, fruto da paz conquistada em 2002, do resgate dos valores morais, cívicos e culturais e pediu atenção para as crianças. “Não falo de mim, só falo do povo”, disse ao repórter e acrescentou: “Os angolanos devem reconhecer as suas raízes culturais. Se o fizerem, os valores não desaparecem. Eu quero o bem de todos e gostava que toda a gente fosse capaz de analisar o que tem na consciência”.

    Na entrevista, o Rei Ekwikwi falou também dos problemas da juventude e pediu diálogo, para as diferenças serem ultrapassadas. “Se os jovens reclamam, tens de ir falar com eles”, disse, para acrescentar: “Só posso dizer que quem não é capaz de respeitar os mais velhos está fora de época e de tudo. Devem mudar os seus comportamentos, mas se não quiserem mudar, que fiquem na época deles, fora do progresso. Mas a responsabilidade é dos adultos que não ensinam as crianças a respeitar os mais velhos”.

    O partido que serviu durante vários anos reconhece nele “um exemplo de resistência tenaz contra o colonialismo português, de amor à pátria, de trabalho e de muita devoção à causa da paz, da unidade e reconciliação nacional, da liberdade e desenvolvimento do país” e endereça, em nome dos militantes, condolências à família do velho militante, ao Grupo Parlamentar, Assembleia Nacional e ao Reino do Bailundo pela morte do soberano que um dia disse ter aprendido, ao longo da vida, a economizar as palavras e que deixou um conselho: “Quero dizer aos nossos compatriotas para não ouvirem os mentirosos, nunca mais. Porque só a falar verdade podemos seguir em frente”.

    Fonte: Angop

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