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    Moçambique: Mineira Vale vai vender metade da participação no corredor de Nacala

    (Foto: D.R.)
    (Foto: D.R.)

    Maputo – A empresa mineira Vale tenciona vender metade da sua participação no Corredor Logístico Integrado de Nacala (CLIN), em Moçambique, numa operação que lhe permita manter o controlo accionista do projecto, informou o presidente do grupo brasileiro Murilo Ferreira.

    De acordo com Murilo Ferreira, no próximo ano, a segunda maior mineira do mundo vai reduzir de 70 porcento para 35% a sua participação no CLIN, um dos vários projetos do Corredor de Desenvolvimento de Nacala (CDN), que inclui a construção de um porto de águas profundas em Nacala-a-Velha, uma nova linha férrea de Tete a Nacala e um terminal carbonífero, entre outros.

    A alienação de ações no CLIN faz parte de uma estratégia de redução de custos nos projetos da empresa considerados “não estratégicos”, disse Murilo, falando na segunda-feira, em Nova Iorque.

    Desde 2011, a mineira tem estado a reduzir o seu volume anual de investimentos, cortes esses que também se irão verificar em 2014.

    No próximo ano, a Vale pretende investir 10,8 mil milhões de euros (USD 14.648.500.00 – USD 1.00 equivale a Kz 100.00) nos diversos projectos mundiais que opera, o que representa uma redução de 9,2 porcento do capital investido em 2013.

    “Quando eu comecei na Vale, em maio de 2011, disse que o foco da empresa era oferecer o melhor retorno para os acionistas. Portanto, não deveríamos ter tantos projetos e deveríamos focar-nos em investimentos de classe mundial, de baixo custo e qualidade diferenciada de minério”, sublinhou o presidente da empresa.

    Murilo Ferreira adiantou ainda que 65 a 70 por cento do total de volume de investimentos será feito no Brasil.

    Contactado pela agência Lusa, o diretor Executivo do CDN, Amado Mabasso, remeteu para a Vale quaisquer explicações sobre o impacto da operação de venda.

    Até ao momento, o gabinete de assessoria da mineira não respondeu ao pedido de esclarecimento da Lusa.

    O CLIN foi desenvolvido através de uma parceria entre a Vale (70 porcento) e a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (30 porcento) e visa a reabilitação da linha férrea Tete-Nacala, com mais de 900 quilómetros, e o porto de águas profundas de Nacala-a-Velha.

    Quando as duas infra-estruturas estiverem concluídas, a capacidade de escoamento de carvão do país vai aumentar em 18 milhões de toneladas anuais.  (portalangop.co.ao)

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