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    Moçambique: Frelimo, o jogo da cadeira presidencial

    Armando Guebuza, presidente de Moçambique (Cortesia da Presidência de Moçambique)
    Armando Guebuza, presidente de Moçambique (Cortesia da Presidência de Moçambique)

    A sucessão de Armando Guebuza, vai ocorrer num momento conturbado não só do ponto de vista político-militar mas também de falta de consenso.

    O partido no poder em Moçambique, a Frelimo, deverá reunir-se no próximo fim-de-semana em sessão do seu Comité Central, destinada à eleição do candidato às presidenciais de 2014. Como pano de fundo o clima de tensão político-militar e o problema da exclusão social.

    A sucessão de Armando Guebuza, vai ocorrer num momento conturbado, não só do ponto de vista político-militar, mas sobretudo de falta de consenso em termos de construção de uma visão nacional.

    O académico João Colaço diz que este é um dos graves problemas que o sucessor de Armando Guebuza terá que enfrentar.

    “Temos um problema ao nível de construirmos uma visão nacional consensual; o que é que os moçambicanos querem como País, como Estado e como nação. O novo dirigente vai ter que saber dar aos moçambicanos oportunidades iguais para poderem vencer na vida. Neste momento, isto está muito condicionado ás suas origens político-partidárias”, realçou o académico.

    Na sua opinião, o novo dirigente vai ter que ter em conta o problema da estrutura de oportunidades, pois, quando se fala de exclusão social é porque há um grupo incluído e outro excluído.

    “Vamos ter que ter um dirigente que, realmente, efective esta ideia de unidade nacional, esta ideia de que todos nós podemos vencer, todos nós nos podemos revelar, desde que essas oportunidades estejam disponíveis, criadas e sejam efectivadas”, afirmou João Colaço.

    O professor universitário sublinhou ainda tendo em conta a situação político-militar que se vive em Moçambique, é importante que haja uma visão mais abrangente do ponto de vista do significado do diálogo.

    Na sua óptica, dialogar não é apenas duas pessoas terem oportunidade de dialogar, mas é também duas pessoas terem capacidade de chegar a consensos sobre as grandes questões de interesse nacional.

    Colaço considera que os três pré-candidatos propostos pela Comissão Política da Frelimo para a sucessão de Guebuza partem para esta eleição numa situação fragilizada por conta das suas actividades governativas.

    Entretanto, há quem considere que Armando Guebuza, mesmo após a sua saída do poder, poderá continuar a ter influência na acção governativa do país, no caso de a Frelimo vencer as eleições legislativas. O académico entende que sim, por causa do controlo que Guebuza tem do partido. (voaportugues.com)

    Ramos Miguel, VOA-Maputo

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