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    Missão do FMI está em Luanda

    Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou na quarta-feira a Angola para a sexta e última revisão do Acordo Stand-by estabelecido entre aquela instituição financeira internacional e o Governo angolano em 2009, soube o Jornal de Angola junto do representante residente do Fundo em Angola.

    Nicholas Staines disse ao Jornal de Angola que a missão é dirigida pelo director do FMI para Angola, Mauro Mecagni, e deve permanecer em Luanda até ao dia 20 de Janeiro, prevendo-se encontros com altos representantes do Executivo e, sobretudo, com responsáveis de pelouros como os Ministérios da Economia, Finanças e Planeamento.

    Além disso, a missão do FMI prevê manter contactos com o Banco Nacional de Angola (BNA), representantes do sector financeiro, do sector privado, da comunidade académica e do corpo diplomático.
    Nicholas Staines indicou que, no fim da missão, a instituição pode desembolsar, a favor de Angola, uma quantia de 95,9 milhões de Direitos Especiais de Saque (SDR, sigla inglesa), a unidade de conta do FMI que equivale a 1,66 dólar.

    Na quinta revisão, realizada em Outubro, o FMI considerou necessárias “mais reformas e esforços para aumentar a diversificação da economia, com realce para a agricultura”. Naquela ocasião, as autoridades angolanas e a equipa de técnicos do FMI discutiram a elaboração de um mapa para reduzir a vulnerabilidade do país à volatilidade do preço do petróleo e assegurar uma grande estabilidade na aplicação de investimentos públicos. O FMI considerou, naquela avaliação, que Angola estava a emergir da crise de forma firme, mas que a sua economia continua dependente do petróleo, o que representa um risco dada a volatilidade dos preços do crude.

    O Executivo angolano assumiu, naquela altura, o compromisso de executar a sua “Estratégia para o Desenvolvimento do Sector Privado”, concebida pelo Ministério da Economia para ser aplicada a partir do início do ano em curso. Este programa inclui medidas para facilitar o acesso ao crédito e reduzir os custos administrativos para a criação de empresas.

    Por outro lado, os representantes angolanos disseram que, como parte dos esforços para promover a transparência, a Sonangol haveria de continuar a publicar no seu sítio na Internet as auditorias externas às suas contas, à semelhança do que fez em Setembro último com as contas relativas a 2010. Os técnicos do Fundo Monetário Internacional felicitaram o Executivo angolano por ter adoptado para 2012 um orçamento conservador em relação às receitas do preço do petróleo no mercado mundial.

    Em 2009, as autoridades angolanas e o FMI chegaram a um acordo Stand-by, por meio do qual cederiam 1,4 mil milhões de dólares para ajudar Angola a equilibrar a balança de pagamentos, contra a adopção medidas institucionais tendentes à estabilização e crescimento económico.

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