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    Ministros das Relações Exteriores da CPLP discutem Guiné-Bissau

    Lisboa – Angola preside, esta tarde, em Lisboa, uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), destinada a discutir a crise política na Guiné-Bissau.
    Uma fonte do secretariado executivo daquele organismo lusófono, contactada pela Angop, evitou avançar mais pormenores, embora admita que sobre a mesa da reunião desta tarde possam estar as propostas saídas da cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para a crise da Guiné-Bissau, realizada no dia três de Maio, em Dakar, capital do Senegal.
    A conferência dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO recomendou a renovação da mesa da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau para permitir a eleição de um novo Presidente da República que vai dirigir a transição naquele país.
    Os líderes oeste-africanos exigem da Assembleia Nacional a renovação por voto da sua mesa e a eleição do novo presidente eleito como presidente interino.
    Segundo avançam, o novo vice-presidente que será eleito vai tornar-se então o presidente da Assembleia Nacional e um primeiro-ministro de consenso, dotado de plenos poderes, será designado para conduzir um Governo de ampla abertura, encarregue de conduzir a transição.
    A reunião de Dakar, que propôs o prolongamento do mandato dos deputados segundo os mecanismos apropriados para cobrir o período da transição, reiterou a sua exigência para um regresso à ordem constitucional, com uma transição de 12 meses, que vai desembocar na reforma de alguns textos legais, tais como a revisão da Constituição, do Código Eleitoral e as reformas do sector da defesa e segurança.
    Decidiram ainda que a força em alerta da CEDEAO, em conformidade com o novo mandato aprovado, fosse desdobrada no país para garantir a retirada da Missão de Assistência Técnica Angolana (MISSANG), proteger a transição e ajudar a aplicação da reforma do sector de segurança, sublinhando que “as sanções tomadas contra a junta no poder são mantidas até a aceitação, por todos os protagonistas, das modalidades para um regresso à transição”.
    A junta militar guineense estava favorável às exigências da CEDEAO que visam restabelecer a ordem no país, mas tinha recusado o ponto relativo ao restabelecimento nas suas funções do presidente interino destituído.
    Entretanto, na sexta-feira (dia quatro do corrente mês), o PAIGC, cujo candidato, Carlos Gomes Júnior liderava na primeira volta da eleição presidencial, anunciou que não participará num Governo de transição, e exige a reintegração de Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior nas respectivas funções.
    Fonte: Angop

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