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    Ministra do Comércio destaca em Doha estabilidade económica de Angola

    A ministra do Comércio, Idalina Valente, explicou hoje, em Doha (Qatar), a estratégia adoptada pelo governo angolano para contornar a crise económica e financeira internacional, consubstanciada, a partir de 2009, numa política macroeconómica apoiada numa base sólida e crédivel que resultou numa estabilidade económica e na melhoria das condições sociais das populações.

    A governante que discursava na sessão de debate geral da 13ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED) a decorrer desde sábado, salientou que com a aplicação de um programa de investimentos públicos para a reconstrução física, económica e social do país, foi possível manter o crescimento, evitar a recessão e continuar a luta contra a fome e pobreza.

    Segundo a ministra, dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional indicam que a República de Angola foi um dos poucos países do mundo que escapou à recessão em 2009, pois o PIB cresceu em 2,9 porcento.

    Sublinhou que as reservas internacionais líquidas subiram de 12,6 mil milhões em 2009 para 17,5 mil milhões de dolares norte-americanos em 2010 para atingir um valor de 21,4 mil milhões em Junho de 2011.

    “Com a triplicação do Programa de Investimento Público em quatro anos, os índices de pobreza continuam a baixar, a taxa de emprego está a aumentar, os índices de desenvolvimento humano estão a melhorar, e o Produto Interno Bruto per capita subiu de 3.800 USD em 2005 para 8.300 dólares em 2009”, afirmou a ministra.

    Debrucando-se acerca da crise económica, Idalina Valente disse que se por um lado trouxe gravíssimas consequências em todos os países, por outro ela deve ser encarada como uma oportunidade para em conjunto erguer-se uma nova arquitectura económica e financeira internacional, assente na economia real em prol do desenvolvimento.

    “Esta crise não só evidencia a necessidade de uma solidariedade contínua e reforçada, e uma união dos países que enfrentam as mesmas ameaças nos seus esforços nacionais de desenvolvimento, mas também nos relembra a importância de uma cooperação e articulação na abordagem mais eficaz das questões tais como as alterações climáticas, a volatilidade dos preços dos produtos de base e as desigualdades socioeconómicas” – frisou.

    Instou a CNUCED a continuar a responder às questões colocadas pelos desafios emergentes e globais que enfrentam todos os países, e particularmente os países em desenvolvimento e os menos avançados dentre eles.

    Integram a delegação angolana na Conferência que termina na quinta-feira, o secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, o vice-ministro da Planeamento, Pedro Luis da Fonseca, os embaixadores Apolinário Correia e Flávio Fonseca, junto das Organizações Internacionais em Genebra, e nos Emiratos Árabes Unidos, respectivamente, bem como altos funcionários dos Ministérios das Relações Exteriores, do Comércio, Ambiente e da Indústria.

    FONTE: Angop

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