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    Minerais de terra-rara abundam em Angola

    Angola poderá em breve tornar-se num grande produtor mundial dos chamados minerais raros ou críticos, essenciais nas novas tecnologias e outros fins.

    Com efeito quase que despercebidamente companhias estrangeiras têm estado a mostrar grande entusiamo pelo desenvolvimento de minas desses chamados metais raros em várias zonas de Angola.

    Por exemplo recentemente a compania australiana Tyranna Resources viu o valor das suas ações na bolsa da Austrália aumentar cinco por cento depois da companhia anunciar que há o potencial da sua exploração em Muvero ser alargada para Muvero Leste pois prospeção detetou quantidades de alto nivel de de litio, césio e tântalo nessa zona.

    O diretor técnico da Tyranna Peter Spitalny disse que as prospeções detetaram “os níveis mais altos de césio e tântalo em Muvero “ sendo um indicativo de resultados ainda por analisar nesse local e “eventualmente em outros projectos dentro do Projeto de Lítio do Namibe”

    O césio é usado em equipamento de monitorizaçãode radiação e em material optico enquanto tântalo é usado em componentes eletrónicos.

    Por outro lado a companhia britânica Pensana continua a expandir a sua exploração de minerais raros no projeto angolano de Sulima West e Coola

    A companha disse que nesse projeto se encontram três minerais raros nomeadamente bastnesit, monazite e florencite que podem ser usados o fabrico de componentes de tele-móveis e outras teconologia de comunicação

    O projeto Coola está localizado a cerca de 160 quilómetros a leste do porto do Lobito e consiste na verdade em três znas de prosspecao todos localilzados entre 40 e 100 quil’ometros a norte do projeto Longonjo

    O projeto Longonjo é uma das maiores fontes mundiais de neodímio e praseodímio, dois elementos de terras raras essenciais para a produção de ímãs de alta resistência usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, smartphones e outras tecnologias

    A publicação African Miner disse que se espera que o projecto Longonjo produza cerca de 4.600 toneladas de óxidos de terras raras por ano na sua primeira fase, com a possibilidade de expansão para 10.000 toneladas por ano na segunda fase.

    O Fundo Soberano de Angola investiu também neste projeto que deverá a transformar-se este ano na principal mina dos chamados minerais de terra raros em África

    A publicação faz notar que se prevê que a procura global dos chamados minerais de terras raras cresça significativamente nos próximos anos, à medida que países de todo o mundo procuram reduzir as suas emissões de carbono e fazer a transição para uma economia verde.

    O projeto também é visto como um ativo estratégico para a diversificação da cadeia global de abastecimento desses minerais , atualmente dominada pela China.

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    FonteVOA

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