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    Militantes da FNLA envolvem-se em pacandaria

    Militantes da FNLA, representando duas alas, uma de Lucas Ngonda e outra de Ngola Kabangu, envolveram-se ontem em confrontos no bairro 4 de Fevereiro, arredores de Mbanza Congo.

    Testemunhas contactadas pelo Jornal de Angola confirmaram que a confusão, que envolveu cerca de uma centena de pessoas, durou mais de duas horas e culminou com vários feridos, alguns dos quais em estado grave.
    Na briga, que começou por volta das 10h00, foram usadas catanas, pedras, garrafas e outras armas brancas, disseram testemunhas, que confirmaram a entrada nos cuidados intensivos do Hospital provincial do Zaire de três elementos ligados a Lucas Ngonda.

    O secretário provincial da FNLA no Zaire, ligado a Lucas Ngonda, Eduardo Augusto Sanda, disse que a briga despoletou devido a uma alegada disputa por uma casa, no bairro 4 de Fevereiro.

    O Tribunal Constitucional está a divulgar a lista dos partidos políticos e direcções registadas e anotadas na instituição. Na lista, a direcção da FNLA pertence a Lucas Ngonda, tendo como data da conformação da legalização o ano de 1991. Eduardo Sanda afirmou que a briga despoletou quando ele e companheiros se deslocaram ao bairro 4 de Fevereiro, em visita a uma residência para arrendar, com o objectivo de se criar um comité de acção.

    O bairro 4 de Fevereiro é habitado na maioria por militantes e simpatizantes de Ngola Kabangu, que discordam da presença da outra ala no mesmo bairro. Enfurecidos pela presença dos rivais, os militantes ligados a Ngola Kabangu perseguiram o grupo de Lucas Ngonda até às suas residências, onde protagonizaram a briga. A dimensão da desordem fez com que a Polícia Nacional chegasse ao local para repor a ordem e a tranquilidade. Na semana passada, disse Eduardo Sanda, esteve em Mbanza Congo o vice-presidente da FNLA, Jorge Vunge Kiazemba, para, de forma cordial e pacífica, tentar unificar os militantes de ambas as partes. A visita não surtiu qualquer efeito.

    “Eles entraram em minha casa, sabotaram e sem a intervenção da Polícia Nacional, que evitou o pior, a briga podia resultar em vítimas mortais”, disse Eduardo Sanda, ao Jornal de Angola.

    Fonte: JA

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