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    Milhares de pacifistas israelitas pediram um Estado palestiniano

    Milhares de pacifistas israelitas concentraram-se, no sábado, em Telavive, para exigirem que o governo de Benjamin Netanyahu aceite a criação de um Estado palestiniano por ser “do interesse de Israel”.
    Números divulgados pela imprensa israelita, citados pela France Press, referem que entre cinco mil a nove mil pessoas desfilaram, desde a praça Yitzhak Rabin até ao Museu de Telavive, onde se manifestaram, gritando a palavra de ordem “Bibi [o primeiro-ministro] diz não, nós dizemos sim a um Estado palestiniano”.
    Na manifestação, organizada pelo movimento Paz Agora e pelos partidos de esquerda Meretz e Hadash, participaram militantes do Kadima, de centro, e dos blocos pacifistas Gush Shalom e Esquerda Nacional.
    “Bibi leva-nos ao desastre”, acusavam vários cartazes. Algumas fotografias do primeiro-ministro acompanhavam outros letreiros, com dizeres como “contrário à paz” e “Bibi, reconhece o Estado palestiniano”.
    Outros cartazes, com a foto do presidente norte-americano lembravam o slogan eleitoral de Obama“sim, eu posso”, escrito em hebraico.A manifestação teve o objectivo de apoiar a iniciativa palestiniana de conseguir, em Setembro, o reconhecimento internacional de um Estado e a sua inclusão como membro de pleno direito na ONU.
    Netanyahu e Barack Obama opõem-se a qualquer tentativa palestiniana de levar o caso à ONU, o que fez vários grupos de intelectuais, empresários e ex-altos comandantes militares israelitas pedirem publicamente o “sim” ao Estado da Palestina.

    Aniversário da derrota árabe

    No mínimo, três pessoas morreram e 20 ficaram feridas, ontem, em consequência de disparos feitos pelo Exército israelita sobre civis que se manifestavam contra a ocupação israelita de territórios sírios durante a guerra de 1967, garantiram jornalistas no local.
    Centenas de manifestantes, agitando bandeiras palestinianas e sírias, tentaram ultrapassar uma primeira barreira de arame farpado junto à localidade de Majdal Chams, nas colinas dos Montes Golã ocupadas por Israel, quando os militares de Telavive abriram fogo, disseram repórteres fotográficos da France Press.
    “Apesar das inúmeras advertências verbais e de tiros de aviso, dezenas de sírios continuaram a aproximar-se da linha de fronteira e as forças armadas de Israel não tiveram alternativa senão abrir fogo para os pés dos manifestantes para os tentar dissuadir”, disse um porta-voz do Exército israelita.
    Nenhum manifestante conseguiu ultrapassar a barreira e o porta-voz do Exército, Yoav Mordechai, garantiu que a situação já estava sob controlo ao início da tarde.
    Fotógrafos da France Press declaram ter visto 20 pessoas feridas, que foram retiradas para o lado sírio, mas o Exército israelita disse que houve apenas 12 feridos.
    Cerca de 20 quilómetros a sul do local, uma centena de manifestantes tentou igualmente passar a linha de cessar-fogo em Kouneitra, anunciaram fontes militares.
    A televisão síria noticiou que a operação israelita provocou três mortos e nove feridos.
    Um forte dispositivo militar israelita foi desdobrado, desde sexta-feira, na região, zona de confluência de localidades drusas, para “prevenir eventuais infiltrações” e manifestantes a favor dos palestinianos.No dia 15 de Maio, no aniversário da “Nakba” (catástrofe, em árabe), quatro pessoas morreram quando tentavam também passar a linha de cessar-fogo, perto de Majdal Chams.

    Fonte: Jornal de Angola

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