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    Marinha americana quer cooperar na protecção marítima de Angola

    O comandante da sexta frota dos Estados Unidos e das forças de apoio à OTAN reiterou, no domingo, o interesse do seu país cooperar com a Marinha de Guerra Angolana.
    Depois de apreciar as demonstrações tácticas dos fuzileiros navais angolanos, o vice-almirante Henry Herris disse, à imprensa, que Angola é um dos três países africanos com quem os Estados Unidos têm uma parceria estratégica. “Podemos arranjar áreas em comum para ajudar na protecção marítima”, afirmou o oficial norte-americano.
    Uma nota da Embaixada dos Estados Unidos em Luanda refere que a visita de altas patentes da marinha constitui o reiterar do compromisso no reforço da cooperação militar entre os dois países.
    A deslocação surge na sequência de outras efectuadas recentemente pelo secretário norte-americano da Marinha, Ray Mabus, pelo embaixador James McGee, conselheiro político da sexta frota marítima dos Estados Unidos,e do navio Robert Bradley.
    O vice-almirante teve encontros com altas entidades militares e civis, com os quais falou do estado das relações bilaterais, em particular na área militar, e os caminhos a seguir para uma cooperação cada vez mais estreita.
    O Departamento norte-americano da Defesa, através do gabinete do adido militar em Angola, investe, este ano, no país 1,3 milhões de dólares em programas de ensino da língua inglesa, na luta contra o VIH/SIDA e na assistência à construção de clínicas.
    O comandante da Marinha de Guerra Angolana, almirante Augusto Cunha, disse que quer um efectivo forte, bem equipado em meios técnicos, pois, frisou, “os riscos são comuns” e exigem “grandes investimentos”. O mar, recordou, é um património de grande valor para a economia e para a defesa de Angola.
    Augusto Cunha, que falava na cerimónia dos 35 anos da fundação da Marinha de Guerra Angolana, assinalado no domingo, referiu que “é nesta base que os países banhados pelo mar desenvolvem as suas Marinhas, premissa fundamental para a garantia da inviolabilidade do território e para a defesa das suas riquezas”. O almirante declarou que “quem controla o mar, controla igualmente o mundo” e que ao seu efectivo são exigidos conhecimentos e atitudes de excelência, o que pressupõe estudar mais.
    “Estamos conscientes das responsabilidades da Marinha de Guerra Angolana nas organizações regionais onde Angola se insere, nomeadamente a SADC, Comissão do Golfo da Guiné e da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC)”, disse.

     

     

    Fonte: Jornal de Angola

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