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    Makuta Nkondo retaliado por negar filiar-se à UNITA

    A UNITA terá, alegadamente, impedido o deputado, Makuta Nkondo, de fazer comentários num programa radiofónico, passado aos domingos, na Rádio Despertar, por este ter declinado o convite para se filiar no partido dirigido por Isaías Samakuva.

    Fonte próxima da UNITA confidenciou ao NJ que o convite a Makuta Nkondo terá sido formulado pela direcção deste partido durante o último congresso realizado em Dezembro último.

    O jornalista, Makuta Nkondo, que é deputado independente da bancada parlamentar do “Galo Negro”, negou o convite de Samakuva, aceitando ser apenas seu assessor de imprensa. “O homem foi peremptório em afirmar que nunca militaria na UNITA. Isso levou a direcção deste partido a tomar certas medidas”, afirmou a nossa fonte.

    De lá para cá, Makuta Nkondo vem encontrando barreiras junto da Rádio Despertar para fazer o habitual e polémico programa ao domingo.

    Segundo uma fonte desta rádio, Makuta Nkondo recebe constantemente mensagens telefónicas de Armando Ferramenta, editor chefe, anunciando a indisponibilidade do programa ir ao ar.

    “Em termos de liberdade de imprensa, caso a UNITA governe este país será pior”, comentou um jornalista da referida rádio, referindo que a estacão emissora não admite que um membro da organização seja criticado.

    Sobre a Rádio Despertar não é tudo. Os jornalistas que cobriam as manifestações dos jovens estão em vias de serem despedidos, na sequência de um alegado pacto
    que a UNITA terá firmado com o MPLA. São no total seis, os profissionais que estarão penalizados, entre os quais pelo menos um editor, sob alegação de um pretenso processo de reestruturação da área informativa daquela estação emissora.

    A fonte sugeriu que, no rolo dessas acusações, a UNITA deveria ter a perfeição de vir ao público apresentar uma posição oficial sobre as acusações que lhe são atribuídas.

    “Um comunicado de, Isaías Samakuva, na qualidade de líder da UNITA, era fundamental para a opinião pública saber o que é que se passa concretamente no seio da organização. Agora, justificativos de certos bajuladores, não têm impacto”, adiantou a fonte.

    O Novo Jornal, apurou ainda que, no que diz respeito ao deputado, Abílio Camalata Numa, este terá sido afastado, do cargo de secretário- geral por causa dos seus discursos eivados de algum radicalismo, que vinha a proferir nos últimos tempos. É o caso do anúncio de uma manifestação de protesto, à escala nacional, de todos os militantes da UNITA, que foi entendida pelo partido que sustenta o Governo, o MPLA, como um convite para uma sublevação nacional.

    Camalata Numa não tomou posse como membro da Comissão Política e conselheiro de Isaías Samakuva, atitude que foi interpretada como um sinal de descontentamento, embora oficialmente tenha estado a minimizar a existência de algum clima de crispação entre ele e o líder da UNITA.

    “Nunca tive qualquer desavença com o presidente. Continuamos a ter boas relações, ele é o presidente do partido e como tal mantemos uma relação cordial”, disse recentemente ao NJ.

    Fonte: NJ

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