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    Mais gás angolano levado ao mercado

    Foto (DR)
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    O quarto carregamento da fábrica de gás natural liquefeito Angola LNG ocorre no início desta semana, antes de uma paralisação de 53 dias para manutenção, que começa a 29 de Setembro, noticiou a Reuters citando fontes da companhia.

    O próximo carregamento deve ocorrer  hoje, e um outro, esperado pelo mercado, pode não acontecer antes de a fábrica encerrar para os testes de diagnóstico programados.
    A manutenção foi adiada várias vezes devido à descoberta de pequenas fugas de gás. Uma paralisação esteve prevista para 13 de Setembro, mas foi transferida para outra data, para dar mais tempo à avaliação do desempenho do empreendimento.

    A fábrica, avaliada em dez mil milhões de dólares (um trilião de kwanzas) tinha de atingir 75 por cento da sua capacidade de produção antes do início da manutenção, mas opera agora a 50 por cento da capacidade total, disseram à Reuters dois técnicos séniores do empreendimento.
    Gás do Bloco 18, da BP, começou a alimentar a fábrica às 10h30 de quarta-feira e, já na quinta-feira, fluíam para a unidade fornecimentos do Bloco 15, da ExxonMobil, e 17 da Total, com períodos de picos.

    O aumento da produção reforçou as esperanças do mercado de que a unidade terá gás suficiente para atingir 75 por cento da sua capacidade até ao final de Setembro. Não se espera, no entanto, que a unidade, que actualmente produz gás natural liquefeito, propano e butano nos seus dois tanques de armazenamento, consiga atingir o máximo da capacidade instalada no seu primeiro ano de actividade.

    “Devido a falhas do passado, estamos a desligar a fábrica muito lentamente”, disse uma das fontes, referindo-se a uma série de acidentes como incêndios, vazamentos e problemas da tubagem, que marcaram as tentativas anteriores de arranque da fábrica. “Uma vez que todas as questões estão esclarecidas e o desligamento decorre aos poucos, vamos executá-lo ao atingir 70 ou 75 por cento da capacidade de produção para, em seguida, aumentar para 100 por cento (…), mas espera-se atingir os 100 por cento apenas dentro de um ano”, disse.A fábrica enfrenta desafios muito maiores.

    Um incidente verificado em Julho danificou equipamento que está a atrasar os esforços para ligar dois blocos “offshore” à fábrica, sugerindo que o Angola LNG vai lutar para aumentar os fornecimentos acima dos níveis definidos no final deste mês.

    A 1 de Julho, o equipamento de perfuração “Perro Negro 6” operado pela prestadora de serviços italiana Saipem voltou-se, na altura em que ligava um oleoduto entre os Blocos 0 e 14 da Chevron e a fábrica de liquefacção.

    O acidente foi considerado uma fatalidade e provocou o corte dos fornecimentos dos blocos operados pela Chevron, que deviam ser ligados à fábrica no próximo ano, bombeando inicialmente mais de 170 milhões de pés cúbicos de gás por dia.  A operação para remover os destroços do acidente tem lugar quando a Saipem tiver realizado um concurso para contratar uma empresa.

    “O momento (da remoção) depende da oferta que vai ser apresentada pelo vencedor do concurso”, disse à Reuters uma fonte da companhia.A fábrica exportou até agora três carregamentos para o Brasil, China e Japão, precisamente por esta ordem. A petrolífera norte-americana Chevron opera o projecto com uma participação de 36,4 por cento, enquanto a empresa estatal angolana Sonangol tem uma participação de 22,8 por cento. Outras participações incluem a Total, BP e ENI, com 13,6 por cento cada. (jornaldeangola.com)

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