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    Mais de 80 armas de fogo somem nas empresas de segurança privada no Huambo

    Oitenta e oito armas de fogo foram dadas como desaparecidas, desde 2011 à presente data, a partir dos postos de serviço das empresas de segurança privada e sistema de auto-protecção na província do Huambo.

    Desta cifra, uma situação que preocupa as autoridades policiais locais, por se encontrarem fora do controle das instituições afins e constituir uma das principais fontes de armamento para os marginais, 67 foram roubadas, 12 furtadas e nove extraviadas.

    Os dados foram tornados públicos hoje, quarta-feira, pelo chefe do Departamento de Segurança Pública e Operações do Comando local da Polícia Nacional, superintendente-chefe Carlos Manuel da Silva Mota, à margem do encontro do delegado do Ministério do Interior, Francisco Ribas da Silva, com os responsáveis das empresas de segurança privada.

    Conforme o oficial superior, das armas constam 83 do tipo AKM, quatro caçadeiras e uma pistola, roubadas, furtadas e extraviadas nos postos de serviço de 34 empresas de segurança privada e sistema de auto-protecção onde, também, se obteve o registo do desaparecimento de 84 carregadores, 800 munições e oito cartuchos de caçadeiras.

    Informou que deste número de armamentos 22 tiveram destino incerto desde Janeiro do ano em curso, sendo 14 roubadas e oito furtadas por negligência da parte dos protectores.

    Referiu que fruto do trabalho operativo das forças da ordem pública foi possível recuperar 15 armas de fogo, das quais 14 AKM e uma pistola, tendo em conta os perigos que representam.

    O oficial superior informou, igualmente, que durante o período em referência, o Serviço de Investigação Criminal abriu 15 processos-crime a igual número de vigilantes das empresas de segurança privada.

    Informou que as autoridades policiais desta província têm o registo de 71 empresas de segurança privada e seis sistemas de auto-protecção que actuam no sector, com uma força de trabalho composta por cinco mil e 563 efectivos.

    Acrescentou que as mesmas asseguram mil e 399 objectivos, com um total de 811 armadas de fogo diversas.

    A propósito, o delegado do Ministério do interior no Huambo, Francisco Ribas da Silva, apelou os responsáveis destas empresas sobre a necessidade do cumprimento da lei e, ao mesmo tempo, para auxiliarem na manutenção da segurança pública durante a quadra festiva.

    Situada no Planalto Central de Angola, com uma área de 35.771 quilómetros quadros, vivem na província do Huambo, mais de dois milhões e 500 mil habitantes, distribuídos em 11 municípios.

    Trata-se das municipalidades do Bailundo, Caála, Cachiungo, Chicala-Cholohanga, Chinjenje, Ecunha, Huambo, Londuimbali, Longonjo, Mungo e Ucuma.

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    FonteAngop

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