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    Luandinos acham desnecessária demonstração de força militar nas ruas da capital

    Cidadãos nas ruas de Luanda disseram não compreender e achar desnecessária a presença massiva de polícias e forças armadas nas ruas da cidade.

    Desde o fim das eleições que as forças de segurança do país foram colocadas em “prontidão combativa elevada” o que resultou na presença nas ruas da capital de elevado número de agentes armados da policia, da unidade de intervenção rápida e do exército.

    Até agora não se registaram quaisquer incidentes mas na segunda feira a UNITA disse que este cenário “visa intimidar o cidadão que pretende manifestar-se contra os resultados eleitorais, no dia de tomada de posse, de um Presidente sem legitimidade”.

    O maior partido da oposição apelou “ao bom senso das Forças de Defesa e Segurança desdobradas em todo o país e equipadas com material bélico pesado, a se absterem do uso da força contra os cidadãos”.

    Nas ruas da capital a VOA falou com os cidadãos sobre a decisão de colocar essa demonstração de fora nas ruas.

    Carlos José Francisco um dos moradores de Luanda, diz que a tomada de posse não pode justificar polícias e militares em qualquer canto.

    “Quem está na via pública consegue notar o impacto que a presença da polícia traz”, disse.

    ‘Há um certo tom que é diferente daquilo que se diz que a polícia está a se preparar para a tomada de posse”, disse afirmando ainda que o acto de tomada de posse não necessita de tanto aparato de segurança nas ruas.

    Para Francisco isso parece indicar “aquilo que vai acontecer no dia da tomada de posse”.

    Martins Correia outro cidadão angolano residente em Luanda, diz que o número de polícias “anti-motim” nas ruas abre feridas de muitas famílias.

    “Isso é desnecessário. Nós estamos numa sociedade pós conflito logo os traumas da guerra ainda moram, e isso traz esse medo daquela vida de guerra”, disse

    O jornalista e antigo deputado da CASA-CE, Makuta Nkondo diz não haver necessidade da existência destas forças nas ruas de Luanda.

    “Quem ganhou com toda honestidade não precisa desta força toda para intimidar os opositores”, disse.

    Segundo Makuta Nkondo, o acto só se justifica diante de uma policia e forças de segurança não republicanas.

    “Se fosse uma policia republicana que não depende de nenhum partido, cujos chefes não são nomeados não são patenteados com base em conveniências políticas, não aceitaria fazer isto” disse.

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