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    Londres promete cooperar para a paz

    A Grã-Bretanha comprometeu-se ontem a trabalhar com a União Africana na procura de uma solução para a crise na Líbia. O compromisso foi assumido pelo vice-primeiro-ministro e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros britânico durante um encontro com o presidente da Comissão da União Africana, no Reino Unido.
    No encontro, Nick Clegg, William Hague e Jean Ping sublinharam a necessidade “de se pôr fim rapidamente” à crise no país do Norte de África.
    Jean Ping efectua uma visita oficial de três dias à Grã-Bretanha, país que tem desempenhado o papel principal nos bombardeamentos aéreos da Aliança Atlântica contra a Líbia. O presidente da Comissão foi ao Reino Unido depois da Cimeira de Malabo, que exortou a OTAN a decretar um cessar-fogo por razões humanitárias.
    Uma nota do gabinete de Jean Ping explicou que a visita vai permitir informar os aliados da União Africana sobre os resultados da cimeira.
    “O presidente da Comissão Africana sublinhou que o objectivo da organização é pôr fim à crise líbia através dum processo político que responda às aspirações legítimas do povo líbio e instaure a paz duradoura no país”, acrescenta o documento.
    Remédios quase esgotados
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou ontem que os medicamentos essenciais e vacinas estão a ponto de esgotar na Líbia porque o sector sanitário não realiza compras públicas há meses.
    “As autoridades sanitárias não efectuam compras há muito tempo. Em breve não vai haver mais remédios nem vacinas”, disse o porta-voz da organização, Tariq Jasarevic.
    O problema afecta tanto as zonas controladas pelo governo de Muammar Kadhafi como as áreas dominadas pelas forças rebeldes. “A prioridade agora é ajudar as autoridades a restaurar os mecanismos de compras governamentais”, comentou Tariq Jasarevic.
    O funcionário da OMS informou que a organização já começou a trabalhar com as autoridades de Tripoli para contribuir com “um apoio logístico em grande escala”.
    Uma missão do Programa Alimentar Mundial da ONU (PAM) conseguiu chegar a uma zona de difícil acesso na região das Montanhas Ocidentais da Líbia, onde algumas comunidades dependem totalmente da ajuda internacional para a sua sobrevivência.
    “A segurança alimentar nessa região devastada é a nossa maior preocupação. O comércio está totalmente paralisado, os mercados fechados e o dinheiro e combustível são insuficientes”, disse a porta-voz do PAM, Emilia Casella. As cidades visitadas pela missão da sua organização foram Wazin, Nalut e Zintan. Nesses locais, frisou, “a população é totalmente dependente dos alimentos distribuídos pelas organizações humanitárias”.
    Como alternativa para sobreviver, as famílias “venderam os seus animais e meios de subsistência, assim como os seus poucos pertences”.


    Fonte: Jornal de Angola

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