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    Lançar bases para o futuro

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    O fim-de-ano é ocasião propícia para os diferentes sectores públicos e privados efectuarem o balanço das suas acções. Para não fugir à regra, 2013 terminou e os diferentes departamentos ministeriais do Executivo apresentaram os resultados da actividade desenvolvida neste período, ocasião em que os titulares levaram, igualmente, ao conhecimento público as expectativas dos respectivos pelouros para o exercício económico de 2014. Mais do que simples discursos, os programas já em curso, assim como outros em carteira, devem servir de mola impulsionadora à estratégia de desenvolvimento, constante do plano nacional 2013-2017, sobre os quais está assente o princípio do crescimento equilibrado de que resultará a diminuição das actuais assimetrias regionais.

    Estas preocupações ficaram clarificadas, álias, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, considerou que 2013 foi marcado por grandes acontecimentos, uns de natureza dramática e outros de feição positiva. Na tradicional mensagem de fim-de-ano à nação, o Chefe de Estado disse que, com o início da aplicação do plano nacional de desenvolvimento, o Governo começou a implementar políticas públicas para garantir a estabilidade, o crescimento e o emprego. Este processo, conforme o mais alto dignatário, visa a valorização e a melhoria das condições de vida das famílias, a promoção da igualdade do género, a protecção social do idoso, a protecção integral dos direitos da criança e a integração social completa dos desmobilizados, justificou o Estadista angolano.

    A família é o núcleo básico da sociedade, daí que, na sua mensagem, o PR dedicou-lhe atenção especial, tendo revelado que em 2013 o Executivo teve a intenção de fortalecer a estrutura familiar, enquanto núcleo básico da sociedade, e pugnar pela inclusão social e económica de todos os cidadãos, sem qualquer distinção.

    Aumentar a oferta de emprego, cuidar do primeiro emprego, ajustar as qualificações dos jovens às necessidades do mercado de trabalho e garantir o seu acesso a uma habitação condigna foram adiantados como componentes da estratégia do Estado para com a juventude.

    O ano de 2014 começa com orientações claras, pois mais recursos vão ser destinados à formação técnico-profissional dos trabalhadores e quadros médios, medida que visa aumentar ou ampliar os centros e escolas de formação em todos os municípios. Todas estas estratégias, segundo o Chefe de Estado, visam inverter a actual pirâmide do sistema de formação, em que se regista um número dez vezes maior no ensino superior do que no escalão de formação profissional de base.

    Se por um lado a garantia do Executivo ficou acentuada, por outro o desafio ao sector privado está igualmente subjacente na intervenção de José Eduardo dos Santos que quer a participação de empresas públicas e privadas, para equilibrar a oferta à procura de emprego através dos centros de gestão.

    Ainda bem que o Governo continuará a desenvolver as infra-estruturas, para que os jovens tenham um maior acesso à prática desportiva e às artes, tudo em prol do bem estar das populações. (Jornal de Economia & Finanças)

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