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    Lagarde: Mundo está a resvalar para uma Grande Depressão

    Directora do FMI voltou hoje a usar a expressão com que, em meados de Dezembro, alertara para a probabilidade de o mundo voltar a viver uma crise monumental como a dos anos 30. Diz que é preciso rapidamente reforçar os meios para evitar que a crise do euro derrube uma Espanha ou uma Itália.

    A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e antiga ministra das Finanças de Nicolas Sarkozy voltou hoje a alertar que, na ausência de políticas fortes, em particular da Europa para travar a crise do euro, o mundo resvalará com grande probabilidade para uma crise de grandes proporções, semelhante à Grande Depressão, que nos anos 30, no rescaldo do “crash” da bolsa nova-iorquina, juntou recessão, elevado desemprego, queda de preços e o regresso em força de medidas proteccionistas.

    Na ausência de medidas adequadas, “poderemos facilmente voltar a resvalar para uma situação semelhante à de 1930, em que a confiança a e cooperação faliram e os países voltaram-se para dentro e que pode, em última análise, gerar uma espiral recessiva capaz de engolir todo o mundo”.

    Já em meados de Dezembro, Lagarde falara do risco de uma segunda Grande Depressão, depois de ter avisado que “não existe economia no mundo, sejam países de baixos rendimentos, mercados emergentes, países com rendimentos médios ou economias super avançadas, que estejam imunes à crise, que não está somente a desenvolver-se como a aumentar”. Hoje, falando em Berlim, a responsável sinalizou que o mundo atravessa um “momento decisivo”, considerando que esse risco está mais próximo de se materializar.

    O seu primeiro pedido voltou a ser dirigido à Europa que precisa de “defesas mais fortes para travar o contágio do euro” a países como Itália ou Espanha, a par de políticas que promovam o crescimento e de uma integração mais profunda, numa alusão à criação de “eurobonds”.

    Quanto às “linhas de defesa”, Lagarde insistiu na antecipação da entrada em vigor do Mecanismo Europeu de Estabilidade e com mais recursos do que os 500 mil milhões de euros previstos – algo que tem sucessivamente esbarrado com a oposição da Alemanha.

    Combinado com as “acções” do Banco Central Europeu (BCE) no mercado de dívida, esse mecanismo deve dispor de recursos e instrumentos para evitar que “países como Itália e Espanha”, “em termos fundamentais, capazes de enfrentar as suas dívidas”, sejam arrastados por custos de financiamento “anormalmente elevados”, com consequências “desastrosas”, frisou.

    Lagarde voltou igualmente a apelar a políticas que promovam o crescimento económico, evitando que os bancos prossigam o aperto ao crédito e que os Governos por toda a Europa sigam idêntica receita de austeridade à imposta aos mais endividados.

     

    Fonte: Jornal de Negócios

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