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    Kinshasa: Voos para Congo interrompidos após ataque ao aeroporto

    Aeroporto de Ndjili (DR)
    Aeroporto de Ndjili (DR)

    As companhias aéreas interromperam todos os voos nacionais e internacionais em Kinshasa, depois de homens armados terem atacado o aeroporto da capital da República Democrática do Congo.

    O aeroporto de Kinshasa foi um dos vários alvos numa onda de ataques coordenados pelos rebeldes armados contra símbolos do poder no Congo, que causaram pelo menos 24 mortos.

    Segundo duas agências de viagens que gerem os voos, a decisão foi motivada pela “insegurança” na zona do aeroporto internacional de Ndjili, que os assaltantes invadiram hoje de manhã, provocando a intervenção das forças de segurança, que resultou pelo menos em 24 mortos, todos vestidos com roupas civis, avançou a France Presse.

    Os opositores do regime do presidente congolês, Joseph Kabila, lideraram esta segunda-feira ataques sem precedentes e em simultâneo em Kinshasa, nomeadamente no aeroporto e no estado-maior general, depois de terem feito reféns na televisão pública, bastião do poder.

    Também ecoaram tiros, esta manhã, em Lubumbashi, a segunda cidade do país, onde o presidente Kabila se encontra atualmente, sem que se conheça exatamente onde se encontra o chefe de Estado congolês.

    Em Kinshasa, uma fonte próxima do poder evocou “ataques bem orquestrados em Kinshasa, Lubumbashi e Kindu”, capital da província de Maniema, sem dar mais detalhes.

    Mas a mesma fonte garantiu à France Presse que “a situação está sob controlo em todo o lado”.

    O poder não menciona quaisquer vítimas civis, mas referiu que o número era pesado nas fileiras dos assaltantes em Kinshasa, que reivindicam um adversário de Kabila, o pastor Joseph Mukungubila Mutombo, candidato mal sucedido nas eleições presidenciais de 2006.

    “Houve 16 mortos no aeroporto, oito na RNTC [Rádio e Televisão Nacional do Congo] e 16 no estado-maior general. Não há vítimas civis nem entre as forças de segurança”, disse à AFP o porta-voz do Governo, Lambert Mende.

    Um jornalista da AFP contou 24 corpos no aeroporto, descrevendo que as vítimas estavam todas vestidas à civil e com idades a rondar os 20 anos.

    Habitantes da área fizeram mutilações nos corpos das vítimas, principalmente dos órgãos sexuais, presumivelmente com fins místicos, observou a AFP no local.

    Em Kinshasa, onde a maioria da população vive numa pobreza gritante, e imediatamente após as celebrações de Natal, o dia de hoje começou com o assalto inédito à RTNC, localizada perto do parlamento congolês, e onde os jornalistas foram feitos reféns, estando a decorrer uma operação policial para lhe pôr fim.

    O porta-voz do Governo considerou que os ataques em Kinshasa estão “ligados”, acusando os atacantes de realizar uma “agressão” para aterrorizar a população.

    Várias fontes consideraram, no entanto, que estes ataques não estão apenas a ser realizados por jovens, mas podem também estar relacionados com a nomeação de um novo chefe da polícia. (noticiasaominuto.com)

    por Lusa

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