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    Jardim encerra as portas com milhares de crianças

    Milhares de crianças estiveram presentes na Praça da Independência, a participarem nas actividades do Jardim do Livro Infantil deste ano, promovido pelo Ministério da Cultura, em parceria com o Governo Provincial de Luanda.
    Num ambiente inteiramente criado e pensado para as crianças que visitassema Praça da Independência, o local esteve enfeitado com muitos balões. Os parques infantis móveis, os livros de pintura e banda desenhada foram muito procurados pelas crianças. Os pais que levaram mais de duas crianças, tiveram grandes dificuldades em satisfazer os desejos filhos. Companhia de Teatro de Marionetes “Lueji” tinha uma tenda que foi muito visitada. A tenda das Letras, com uma oficina de arte com técnicos das escolas de artes plásticas, dança, música e teatro, também recebeu centenas de crianças.
    O Jango da Palavra foi também dos espaços mais procurados. Este ano, o Ministério da Cultura, por intermédio do Instituto Nacional do Livro e do Disco, colocou 27 títulos de escritores angolanos no mercado, informou o porta-voz da comissão organizadora do Jardim do Livro Infantil, Fidelino da Esperança.
    Durante quatro dias, o Ministério da Cultura mobilizou mais de 50 expositores, entre os quais, instituições de ensino, editoras, livrarias, bibliotecas, produtoras de música e de filmes, entidades ligadas à literatura, escolas, creches, alfarrabistas, orfanatos, centros de aconselhamento de crianças, entidades religiosas e associações culturais. O preço dos livros expostos variou entre os 100 e os 2.500 kwanzas.
    A empresa Edições Novembro foi uma das novidades do projecto e aproveitou a ocasião para aproximar mais os seus títulos, Jornal de Angola, Jornal dos Desportos, Economia e Finanças e Cultura, dos leitores. Informações sobre os cuidados que as crianças devem ter com a saúde pública, as actividades da Organização do Pioneiro Agostinho Neto (OPA) também estiveram em evidência.
    Com periodicidade anual, o projecto Jardim do Livro Infantil decorreu sob o lema “Ler é Saber, Ler é Crescer”. A escritora Zulinni Bumba, que conquistou o prémio Jardim do Livro Infantil deste ano com o livro “O aniversário do Rei Leão”, disse ao Jornal de Angola, que o prémio é um incentivo para continuar a escrever mais livros infanto-juvenis. Outro destaque desta edição foi o lançamento da terceira edição da gazeta “O jardim”, publicação de periodicidade anual.

    Jardim do Huambo

    Incentivar as crianças a ler, através dos 6.000 livros colocados àsua disposição foi o principal objectivo da presente edição do Jardim do Livro Infantil, do Huambo, realizado pela direcção da Cultura, na Biblioteca Constantino Camoli. A directora da biblioteca, Ginga Gimy, disse ao Jornal de Angola, que a actividade teve ainda como objectivo desenvolver as capacidades intelectuais das crianças. Garantiu que actividades de género vão ser realizadas com mais frequência, na província.
    O historiador Venceslau Kacesse disse que entre as preocupações do Executivo, a criança ocupa o primeiro lugar, por ser dela que depende o futuro do país. “Cuidar de uma criança é preparar o futuro da sociedade”, disse, acrescentando que é pela leitura que as crianças vão ter uma cultura literária, assente nas bases do saber universal. A biblioteca Constantino Kamoli conta no seu acervo com mais de 12 mil livros.

    Incentivar à leitura

    A terceira edição do Jardim do Livro Infantil de Ndalatando promovida pelo Ministério da Cultura, que terminou no domingo, teve 275.740 livros, de autores nacionais e estrangeiros. A iniciativa não se ficou pela capital da província e estendeu-se por Cambambe, Gulungo Alto e Lucala. As obras, colocadas à venda pela Brigada Jovem de Literatura do Kwanza-Norte e das livrarias locais, foram vendidas, na maioria, por cem e 500 kwanzas.
    O director provincial da Cultura, David Buba, disse que “a ideia foi baixar os preços para aproximar mais os livros do público e permitir a pais e encarregados de educação” levar as crianças lerem mais. “É preciso aproximarmos mais os livros das crianças, caso queiramos educar a futura sociedade e ensiná-la a preservar os próprios valores”, afirmou.

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