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    Jacob Zuma e Dmitri Medvedev buscam fim do conflito na Líbia

    Os presidentes da África do Sul e da Rússia reuniram-se ontem na cidade russa de Sochi para discutir o agravamento da crise na Líbia.
    Na reunião, Jacob Zuma e Dmitri Medvedev afirmaram que os russos e sul-africanos querem assumir o papel de mediadores do conflito na Líbia.
    Para Dmitri Medvedev, que enviou em Junho um emissário à Líbia para discutir com as duas partes, a Organização do Tratado do Atlântico Norte viola a Resolução 1.973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Líbia.
    Pelo decreto da ONU, a área de exclusão aérea deve proteger os civis dos ataques promovidos pelo governo líbio.
    O segundo filho do presidente Muammar Kadhafi, Seif Al-Islam Kadhafi, considerou “impossível” uma solução para o conflito que não envolva o líder líbio, numa entrevista publicada ontem pelo jornal francês Le Monde.
    “O meu pai não faz parte das negociações. É um conflito líbio com líbios e traidores, milícias, terroristas. Pensam que poderemos encontrar uma solução que não o envolva? Não, é impossível”, declarou.
    O filho do coronel Kadhafi afirmou que “com ou sem a OTAN os rebeldes vão perder a guerra”.
    A OTAN bombardeou na madrugada de segunda-feira o porto de Zuara e postos de controlo civis da cidade. Segundo a televisão estatal líbia, o ataque provocou mortos e feridos. A televisão líbia denunciou uma “guerra de extermínio” e de “crimes contra a humanidade” da OTAN na Líbia. “A coligação atlântica cruzada colonialista bombardeou áreas civis, entre elas o porto de Zuara e postos de controlo na estrada da costa da cidade, provocando mártires e feridos”, anunciou a emissora.
    A agência oficial Jana noticiou que “os cruzados também bombardearam postos de controlo em Bani Walid” situada a 180 km a sudoeste da capital líbia.
    Os rebeldes líbios rejeitaram domingo o plano de paz proposto pela União Africana alegando que a proposta “permite que o coronel Muammar Kadhafi continue no poder”. Os chefes de Estado africanos reunidos em Malabo, Guiné-Equatorial, aprovaram na sexta-feira um acordo que prevê que o coronel Muammar Kadhafi fique à margem das negociações e que seja instaurado um cessar-fogo imediato, como condição para uma transição pacífica de regime através de eleições democráticas.

     

     

     

    Fonte: Jornal de Angola

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