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    Itália acusa grupo paramilitar russo Wagner de fomentar migração ilegal

    O ministro da Defesa da Itália acusou, nesta segunda-feira (13), o grupo mercenário russo Wagner de fomentar a migração ilegal do Mediterrâneo para a Europa, como forma de debilitar os países que apoiam a Ucrânia.

    “O aumento exponencial do fenômeno migratório das costas africanas é também, em boa medida, parte de uma clara estratégia de guerra híbrida que a divisão Wagner, mercenários de aluguel da Rússia, está implementando, utilizando seu considerável peso em alguns países africanos”, disse em nota o ministro Guido Crosetto.

    “Assim como a União Europeia [UE], a Aliança Atlântica [Otan] e o Ocidente se deram conta de que os ciberataques fazem parte do confronto global aberto pela guerra na Ucrânia. Deveriam entender agora que o front do sul da Europa também se torna cada vez mais perigoso”, alertou.

    Para o ministro, “a imigração descontrolada e contínua, somada à crise econômica e social, tornou-se uma forma de atingir os países mais expostos, a Itália em primeiro lugar, e suas opções geoestratégicas, claras e nítidas”, afirmou.

    Mais de 20 mil migrantes desembarcaram na costa da Itália até agora este ano, em comparação com cerca de 6 mil que chegaram no mesmo período em 2022 e 2021, segundo dados do Ministério do Interior.

    A maioria dos migrantes deixa o Norte da África em botes superlotados, e muitos perderam a vida, entre eles os 30 que estão desaparecidos desde que a embarcação em que viajavam virou na Líbia no domingo.

    O Grupo Wagner, liderado por um empresário considerado próximo do presidente Vladimir Putin, é uma organização paramilitar que atualmente está muito ativa na Ucrânia e participou de vários conflitos na África.

    A denúncia de Crosetto foi repetida pelo ministro de Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, que garantiu nesta segunda, durante sua viagem a Israel, que Roma estava preocupada “porque muitos imigrantes vêm de áreas controladas pelo Grupo Wagner”.

    O governo de extrema direita liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni venceu as eleições em setembro com a promessa de acabar com a migração em massa.

    Seus críticos lamentam que sua dura política de impedir a chegada de barcos de migrantes e tratar o fenômeno como um problema de aplicação da lei, e não humanitário, tenha contribuído para o grave naufrágio de 26 de fevereiro, no qual mais de 70 pessoas morreram afogadas.

    A Itália, membro da UE e da Otan, é uma forte aliada da Ucrânia e envia armas para o país combater a invasão da Rússia.

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    FonteAFP

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