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    Investidores assinam contratos avaliados em mais de USD 300 milhões

    Trezentos e 30 milhões 842 mil e 166 dólares é o valor estimado para ser aplicado nos sectores da construção civil e obras públicas, agricultura, indústria e prestação de serviço, fruto de cinco contratos de investimento privado assinados esta quarta-feira, em Luanda.

    O acordo, assinado entre Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) e responsáveis de empresas privadas, contempla a manutenção e exploração comercial do Terminal Polivalente de Contentores e Carga Geral do Porto do Lobito, província de Benguela, para além de prever a criação de três mil e 496 postos de trabalho, dos quais 3 286 para nacionais e 210 para estrangeiros.

    Do valor total, 188 milhões e 311 mil de dólares, de um investimento francês, serão aplicados na gestão, manutenção e exploração comercial do Terminal Polivalente de Contentores e Carga Geral do Porto do Lobito, USD 47 milhões 182 mil (capital externo) para o projecto “Esplendor Florestal”, que visa a plantação, exploração e transformação de toros em madeira, nas províncias de Benguela e Huambo.

    Segundo a AIPEX, para o sector da construção civil e obras públicas, em Luanda e Lobito, serão investidos 45 milhões 349 mil e 166 dólares, enquanto 30 milhões vão para o projecto “Koll Mob Angola-Fábrica de Mobília” e 20 milhões para o projecto Fuanda Internacional Co, de produção de silício, no Bengo.

    O acto de assinatura dos referidos contratos foi presenciado pelo ministro dos Transportes, Ricardo D´Abreu, e pelos secretários de Estado para as Florestas e para a Indústria, João da Cunha e Carlos Rodrigues, respectivamente.

    A propósito, o ministro dos Transportes, Ricardo D´Abreu, referiu que o programa de concessões já resultou num valor acumulado de 380 milhões de dólares de prémios de concessão e obrigações de investimento na ordem de 1,3 mil milhões de dólares.

    De concreto, esclareceu, o projecto do Terminal Polivalente do Porto do Lobito tem um contrato de 20 anos, com vista a desenvolver melhorias e capacidades do Porto e do referido terminal, no âmbito do programa extensão do Corredor do Lobito.

    “Estamos satisfeitos pela celeridade deste processo, que garante aos investidores todos os direitos que têm a nível da própria Lei de Investimento Privado, dando maior confiança a outros investidores que queiram fazer parte do esforço do Executivo de envolvimento e engajamento do sector privado”, afirmou.

    De acordo com o ministro, neste momento, existe várias acções em curso, no âmbito do Programa das Concessões, estando em conclusão a concessão do novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, com a abertura das propostas realizada recentemente.

    Lembrou que existe o programa para o lançamento do concurso para concessão do Corredor Sul, que compreende os terminais mineraleiro do Porto do Namibe e o Caminho-de-Ferro de Moçâmedes.

    Apontou o programa de concessão, nos próximos meses, do projecto do Terminal de Águas Profundas do Caio, que estará pronto no próximo ano, assim como o projecto da Zona Franca da Barra do Dande como infra-estruturas que estão a dinamizar o investimento privado em Angola.

    Por sua vez, o director-geral da e Africa Global Logística (AGL), Jean-Yves Luneau, empresa que assinou o contrato do projecto Terminal Polivalente do Porto do Lobito, manifestou a sua satisfação pelo memorando, sublinhando ser um passo importante para empresa e o país.

    Recordou que o projecto teve início em Março deste ano, com uma inauguração oficial, assegurando que a empresa vai continuar a desenvolver as actividades em Angola.

    Já Luís Faria, da empresa Casais Angola Engenharia e Construção, que também rubricou o acordo do projecto de construção civil e obras públicas, realçou que o acto representa um apoio fundamental para a contínua aposta no mercado angolano.

    Para o investidor, esse é um projecto de reinvestimento que tem tido outras empresas do grupo, através da Lei do Investimento Privado.

    A AIPEX tem a missão de promover e captar investimentos privados de origem interna e externa, com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento socioeconómico do país, bem como promover o incremento e a diversificação das exportações de produtos e serviços do país. ASS/QCB

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    FonteANGOP

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