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    Intoxicações nas escolas voltam a incomodar

    Sinais claros de que os desmaios nas instituições de ensino voltaram a estar na ordem do dia.

    As fontes convergiram em que, nalgumas escolas, os alunos voltaram a se revistados à entrada, dando sinais claros de que os desmaios nas instituições de ensino voltaram a estar na ordem do dia.

    Segundo uma professora contactada a partir do município de Viana, desde a retoma das aulas há cerca de três semanas, a “Escola Comandante Loy” já foi alvo, por quatro vezes, de casos de intoxicação com a substância ainda não anunciada oficialmente pelas autoridades angolanas.
    “Tenho um colega, cuja filha estuda nessa escola, que na passada quinta-feira saiu daqui disparado para saber do estado da sua filha, depois de receber informações de que estaria a sentir-se mal”, disse o interlocutor deste jornal que falou sob anonimato.

    Segundo a fonte, a filha do colega sentiu-se mal, de facto, mas não teve necessidade de ser encaminhada para um hospital, “mas ele disse-me que houve outras crianças que estavam piores que a filha dele”.
    O antigo Instituto Normal de Educação, agora Centro Pré-Universitário, ainda no município de Viana, é o outro local onde também terão ocorrido casos de intoxicação, segundo a fonte.

    Nesta escola, as consequências foram sentidas no período nocturno, mas a pessoa, que reportava informações de uma outra colega que ali estuda, não avançou dados sobre as consequências de mais esta onda de intoxicações.

    Numa escola do município da Samba, segundo outras fontes, também se terá gerado um clima de agitação por causa de uma suposta onda de intoxicação, dando como certo o internamento de quatro crianças no Hospital do Prenda, ao longo desta semana.

    Os dados estatísticos apurados durante a primeira vaga de intoxicações apontavam para a afectação de pouco mais de duas mil pessoas, entre alunos, professores e pessoal médico em todo o país.
    Na primeira abordagem oficial do caso, as autoridades policiais angolanas descartaram o uso de qualquer substância tóxica como causador dos desmaios, tendo o segundo comandante-geral da Polícia, comissáriochefe Paulo de Almeida, ironizado que as pessoas não comiam.

    Num outro momento da conferência de imprensa, entretanto, admitia que a substância causadora dos desmaios ainda era desconhecida. Face à persistência dos casos de desmaios, as autoridades optaram por orientar as direcções da escolas a observarem um black out à imprensa para se evitar uma situação de alarmismo entre a população e a situação se descontrolasse.

     

    Fonte: O País

    Fotografia: O País


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