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    Iniciativa criou uma marca de prestígio

    Ao longo de três edições o Luanda Internacional Jazz Festival, alterou, pela positiva, a agenda cultural da cidade de Luanda, tendo criado uma marca de prestígio para Angola, de alcance internacional. O alto nível organizativo e a dimensão artística dos artistas convidados, nos escassos três anos da sua existência, conferiram-lhe uma paragem obrigatória das músicas do mundo.
    O Luanda Internacional Jazz Festival contou, na sua primeira edição, com os artistas Sandra Cordeiro, Dodó Miranda, Jimmy Dludlu ,Yellow Jackes, Totó, Paulo Flores, Vanessa da Mata, Afrikkanitha, Lira, Marcus Wyatt, Gary Bardz  e o carismático pianista Mcoy Tyner.
    Passaram ainda pelo Festival, na edição de 2010, Oliver Mtukudzi, Ronny Jordan, Wyza, Lenine, Blick Bassy, Nanutu, Freshly Ground, Filipe Mukenga, 340ml, Chucho Valdes And The Afro-Cuban Messengers, Waldemar Bastos, Jonas Gwangwa, Lura e o carismático guitarrista norte- americano George Benson.
    Este ano, o festival contou com a presença dos Liquideep, Moreira Chonguiça, Kanda, Mayra Andrade, Yami, Roy Hargrove, Roberta Gambarini, Dee Dee Bridgewater, Jonathan Butler, Rui Veloso, Banda Maravilha, Gonzalo Rubalcaba, Sibongile Khumalo, Simmons Massini, Ismael Lo, Black Coffee e a Banda Maravilha, confirmando a sua solidez estrutural e a intenção de integrar Angola, enquanto destino incontornável, na agenda internacional do jazz.

    Banda Maravilha

    Embora o mote inicial tenha sido o jazz, o festival tem sido permeável a outros géneros musicais, muitos dos quais vizinhos ao jazz, valorizando o prestígio da música angolana, na perspectiva de interacção e colaboração dos músicos angolanos, com artistas dos vários quadrantes internacionais. Nesse sentido, a Banda Maravilha vem inaugurar a representação do semba no festival, prestigiando o género, embora o mais recente CD da banda seja o mais próximo do jazz, ao longo da história discográfica do grupo.
    Um dos grandes méritos do mais recente CD da Banda Maravilha, “As nossas palmas”, disponível nas bancas do Luanda Internacional Jazz Festival, foi o de ter sido gravado ao vivo, sem metrónomo (aparelho que mede o compasso musical), facto que conferiu ao disco uma sonoridade natural e uma mais dilatada liberdade dos músicos, no processo de captação e execução instrumental.
    O CD, contou com a participação especial do cantor Emílio Santiago, do Brasil, no tema “Vota por cima”, de Tito Paris, de Cabo Verde, na canção “Mussulo, de Mimito, do Tabanka Jazz da Guiné-Bissau, no tema “Sin Murri Gossi” e do cantor angolano, Daniel Nascimento, na canção “Rosa Maria”. O disco acusa tendências revivalistas dos Kiezos, Toni do Fumo, Merengues, Duia, Tonito, e Belita Palma, numa soberba fusão de ingredientes de jazz, a cargo do guitarrista brasileiro Nelson Farias,    arranjador e director musical da banda do carismático guitarrista brasileiro, João Bosco, num inédito cruzamento com a excelência da rítmica das guitarras e da percussão do semba cadenciado, da Banda Maravilha.

    Fonte: Jornal de Angola

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