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    Huambo: Aumento da produção animal passa pelo melhoramento da composição genética

    O aumento dos níveis de produção animal em Angola passa, essencialmente, pelo melhoramento simultâneo da composição genética e das condições ambientes de criação.

    Esta posição foi expressa quinta-feira, na cidade do Huambo, pelo decano da Faculdade de Medicina Veterinária, Fernando Maia, quando dissertava o tema sobre “os resultados dos ensaios sobre transferências de embriões em Angola”, inserida no programa “ Agosto Cientifico”, da Universidade José Eduardo dos Santos.

    Fernando Maia afirmou que o aumento da produção e produtividade dos animais domésticos no país constitui um desafio técnico, científico e político nos dias de hoje, face a crescente pressão que se exerce sobre a demanda de proteínas de origem animal, cujo alcance depende apenas do melhoramento genético.

    Explicou que a genética dos animais é a base para o estabelecimento de programas de melhoramento e, ao mesmo tempo, o factor que limita a capacidade de resposta aos processos selectivos.

    “ A produção animal nos países tropicais, como Angola, é extremamente baixa quando comparada com a dos países de clima temperado”, sublinhou o decano, acrescentando que os tropicais detêm 65 porcento da população bovina mundial e produzem dez vezes menos leite e quatro vezes menos carne que os países temperado.

    Sustentou que esta situação não está só ligada às diferenças climáticas, mas, também, pelo baixo valor genético da população animal e deficiências das condições ambientes.

    Por isso, Fernando Maia considerou importante haver mais investimentos na área de melhoramento genético no país, principalmente do Governo, visando o cumprimento da aposta do Estado em reduzir as importações de carne até 79 porcento das necessidades actuais, para contribuir na garantia da segurança alimentar.

    O decano adiantou que em Angola as primeiras tentativas organizadas e conhecidas para se instaurar um programa de melhoramento genético começaram a ser feitas em Outubro de 2007, numa iniciativa público/privada.

    O programa, prosseguiu, que pretende ter uma abrangência nacional, após a concussão dos ensaios de transferências de embriões, previsto para Outubro deste ano, está a ser elaborado pela Nutricampo, afecta a empresa privada HuamboG, em parceria com a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade José Eduardo dos Santos.

    Fernando Maia explicou que a actividade de melhoramento genético abrangerá o gado bovino, ovino e caprino, a partir dos rebanhos cruzados do país, com raças e linhagens de animais dotados geneticamente de herança superior, fazendo recurso as ferramentas de cruzamento e de selecção.

    Afirmou que desde o início do programa de melhoramento genético animal no país, em 2007, até ao momento, já foram reproduzidas seis vagas bovinas, facto que prova a existência de condições no país para esta prática. (ANGOP)

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