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    História de Angola deve ser divulgada

    (Fotografia: Paulino Damião)
    (Fotografia: Paulino Damião)

    Irene Neto, filha do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, disse estar preocupada por se lerem poucas obras literárias no ensino geral e com “a fraca produção de textos escritos por intelectuais angolanos sobre a História” do país.

    Irene Neto, que manifestou a opinião na sede da União dos Escritores Angolanos, na “Maka à Quarta-feira” subordinada ao tema “Lembrar Agostinho Neto”, sublinhou que a luta contra o analfabetismo no país tem registado avanços, mas que “é gritante falta de leitura e a fraca produção de textos escritos”.
    A oradora referiu a importância de se dignificar e respeitar mais os que dedicaram a vida ao país.
    “É também fundamental valorizar mais os intelectuais que ajudaram, com as suas ideias, a tornar o país livre da opressão colonial”, declarou.
    A oradora falou também sobre “uma outra perspectiva do pensamento de Agostinho Neto que ficou submersa nos anos eufóricos da Independência” e continua ausente com a conquista da paz e o crescimento económico.
    “São pensamentos que devem ser de leitura obrigatória no ensino de base e nas Universidades angolanas porque os intelectuais têm um papel de extrema relevância na mudança de comportamentos e na educação de um povo, iluminando-o e instruindo-o, de maneira ajudá-lo no dia-a-dia”, referiu.
    Irene Neto lamentou que muitos intelectuais continuem calados e não contribuam para a História de Angola ser escrita com verdade.
    Isso é grave, insistiu, e é preciso agir urgentemente para garantir a passagem de testemunho.
    Na “maka”, animada pelo Duo Canhoto e Isau Baptista, que musicaram vários poemas de Agostinho Neto, estiveram presentes a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, a presidente da Fundação António Agostinho Neto, Maria Eugénia Neto, escritores, políticos e estudantes.
    A Fundação António Agostinho Neto realiza amanhã às 10h00, em Catete, um espectáculo com Matias Damásio e amigos. No dia 17 às 18h30 há a cerimónia da entrega do Prémio Literário Sagrada Esperança e uma hora depois, no Hotel Royal Plaza, em Talatona, o “Encontro com a História/Neto sempre”, do grupo Miragens Teatro, que inclui a estreia da peça “Neto Presente 1ª Parte”.
    O espectáculo de teatro, no qual participam actores de vários grupos de Luanda, volta a ser exibido, no mesmo espaço, nos dias 21 e 22 às 20h00. (jornaldeangola.com)

    Por Manuel Albano

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