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    Greve: Enfermeiros e Governo iniciam negociações

    Cerca de 78,6% dos enfermeiros de Angola aderiram ao primeira dia da greve geral, que começou na segunda-feira. Esta terça-feira (08.11), começa a ronda de negociações entre os grevistas e o Ministério da Saúde.

    É com otimismo que o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Enfermeiros de Angola, Cruz Matete, encara as negociações com o Governo, previstas para esta terça-feira.

    “Nós esperamos colher bons resultados e que estes resultados tragam satisfação dos assuntos aos profissionais de enfermagem dos assuntos propostos. Vamos esperar que o diálogo prevaleça e que quem saia a ganhar seja a nossa população”, afirma Matete em entrevista à DW.

    Os enfermeiros exigem melhores condições de trabalho, incluindo o aumento de técnicos, material gastável e medicamentos. Também reclamam o subsídio face ao desgaste provocado pela pandemia da Covid-19, exigem ainda o pagamento das horas-extra e a transição automática – a saída dos profissionais de uma categoria para outra.

    Primeiro dia de greve

    O secretário-geral do sindicato dos enfermeiros faz um balanço positivo do primeiro dia de paralisação: “Conseguimos atingir os objetivos daquilo que preconizámos”.

    “Ao nível do país se conseguiu quase 16.736 profissionais que conseguiram participar nesta greve. Então, podemos considerar que estávamos na ordem dos 78,6%”, detalha Cruz Matete.

    Segundo o Governo, “alguns” serviços estiveram a funcionar a meio-gás. A greve criou transtornos a muitos utentes, que foram obrigados a regressar às suas casas sem assistência médica.

    Paulo Luvualo, bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola, apela ao cumprimento da lei da greve, garantindo os serviços mínimos.

    “Aqueles que aderirem à greve não devem ser molestados e os que não aderirem também não devem ser molestados. Os profissionais de enfermagem devem pautar pelos princípios éticos e deontológicos mantendo os serviços de acordo com a lei da greve. À entidade patronal, nós apelamos que se paute pelo diálogo, porque será a melhor solução do problema”, concluiu.

    DW

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