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    Grande eficiência no Hospital do Caxito

    O hospital de Caxito, capital da província do Bengo, atendeu durante os primeiros seis meses do ano em curso, 27 mil pacientes em diferentes especialidades.
    O director clínico da unidade hospitalar, António Mayer, disse ontem que dos 27.024 pacientes atendidos, 10.056 são casos de urgência e 16.968 são de consultas externas. António Mayer acrescentou que especialidades como medicina, cirurgia, ortopedia, otorrino-laringologia, oftamologia, ginecologia, neurologia, pediatria, cardiologia e ecografia foram as consultas externas mais realizadas.
    A fonte disse que os dados anunciados superam o total registado em 2010. Nesse período foram catalogadas dez mil urgências e 13.334 atendimentos externos.
    António Mayer agregou que em termos comparativos a 2010, os dados do primeiro semestre do corrente ano apresentam 203 falecidos contra 359 de todo o ano de 2010.
    A malária é a principal causa de morte, 119 pessoas. O caso a ter em atenção é o da pediatria, onde já ocorreram 41 mortes diárias ao longo do primeiro semestre do corrente ano.

    Procura excessiva

    Questionado sobre as causas do ascendente em consultas e mortes, que no curto espaço de tempo surpreende, António Mayer elucidou que o hospital provincial de Caxito acolhe gente de todo o país. Sobre a maternidade, disse que 70 por cento das pessoas atendidas são provenientes da província de Luanda, por considerarem de aceitáveis os trabalhos prestados.
    O responsável do hospital disse ainda que foram atendidos 4.897 casos de malária, 156 de doenças diarreicas agudas, 621 respiratórias agudas, 1.085 de febre tifóide, 96 de tuberculose e 184 casos de hipertensão arterial.

    Quadros  e Logística

    O hospital de Caxito possui 200 camas, das quais 32 inoperantes. O pessoal clínico é constituído por sete médicos nacionais, 23 expatriados, 183 enfermeiros e pessoal de apoio.
    Quanto às especialidades existentes no hospital, o director clínico aponta a cardiologia, neurologia, cirurgia, pediatria, anestesia, oftamologia, laboratório e otorrino- laringologia como as mais solicitadas na unidade hospitalar.
    No plano de necessidades, a instituição hospitalar precisa de três pediatras, dois ginecologistas, um estomatologista, um neonatologista e igual número de nutricionistas e quatro clínicos gerais.
    A criação de um serviço de imagiologia completa, o funcionamento de um laboratório de referência e a activação de um serviço de estomatologia constam da previsão para as próximas semanas.
    No que toca à situação logística do hospital, António Mayer adiantou que os medicamentos são garantidos pelo depósito provincial, os fornecedores externos e as empresas comerciais.
    O director defende o incremento de incentivos materiais com o objectivo de reter os quadros nacionais que trabalham nesta província.

    Fonte: Jornal de Angola

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