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    Governo vai continuar apoiar empreendedores em 2012

    O Executivo angolano vai em 2012 continuar a promover os potenciais empreendedores em risco de exclusão, estimular e apoiar cada vez mais a iniciativa dessas pessoas com um mínimo de capacidade, como alternativa ao apoio social recorrente, proporcionando-lhes uma vida financeira sustentável através de projectos de auto emprego, disse, em Valladolid, Espanha, o ministro da Economia, Abraão Gourgel. Ao discursar na Cimeira Mundial do Microcrédito, aberta dia 14 (segunda-feira), Abraão Gourgel disse que, para tal, foi aprovado um Sub-programa de apoio às micro e pequenas empresas e está em fase avançada de conclusão pelo ministério a definição de um Programa de Reconversão da Economia Informal.

    De acordo com o governante, pretende-se assim potenciar a inclusão social e a criação de auto emprego em estreita colaboração com as entidades que, no terreno, podem ajudar a promover o empreendedorismo, a formação específica e a reorientação profissional, o acesso aos mercados e o apoio social. Referiu que em Angola o micro-crédito tem-se revelado nos últimos anos um instrumento útil para mitigar a situação de muitos cidadãos que se encontravam em condições de pobreza extrema e que o mesmo tem sido promovido com o suporte do Executivo e a intervenção dos bancos comerciais.

    Informou que estes bancos são parceiros activos do Governo na implementação dos seus programas de micro-crédito e têm igualmente desenvolvido programas próprios de micro-crédito, com resultados bastante positivos e orientados para as pequenas e médias empresas e os pequenos empreendedores, tais como zungueiras, comerciantes, vendedores ambulantes e carpinteiros. “O efeito de escala derivado do grande número de pequenos créditos, prazos de reembolso muito curtos, garantindo aos financiadores um rápido retorno financeiro e uma multiplicação constante da sua actividade, bem como taxas de juro mais elevadas do que na banca tradicional, são factores considerados atractivos pelos bancos comerciais, engajados na actividade de micro-crédito”, disse Abraão Gourgel. O ministro referiu que uma das formas do Estado apoiar o micro-crédito é através da bonificação das taxas de juro e da constituição de fundos de garantia, ou seja a sua comparticipação no risco ao crédito.

    Afirmou acreditar na sustentabilidade do sistema de micro-crédito que se desenvolve no país, pois ele assenta em parcerias em que todos ganham. O governante afirmou também que o micro-crédito tem e continuará a ter, a seu nível, uma contribuição na implementação da nossa política de sustentabilidade económica e social no quadro do programa nacional alargado de Combate à Pobreza e Erradicação da Fome.

    Fonte: Angop

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