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    Governo reassenta mais de 290 famílias pedintes do Lubango em zonas de origem

    Quatrocentas e seis pessoas, que integram 293 famílias provenientes do município da Humpata e que deambulavam pelas ruas da cidade do Lubango, na Huíla, a pedir esmolas, foram nesta terça-feira reassentadas nas suas zonas de origem, pelo Governo.

    Deste número, constam 115 crianças, 188 jovens, 65 mulheres, 20 idosas e 18 homens adultos que viviam em quintais de residências abandonadas no bairro Comandante Cow-Boy, arredores do Lubango, mas que passavam o dia diante de portas de estabelecimentos comerciais e restaurantes para pedir esmolas, há já cinco anos.

    As famílias tinham como preferência na sua actuação, portas padarias, restaurantes e esquinas, onde as crianças com idades entre os dois e 12 anos de idade eram manipuladas por adultos a pedir dinheiro ou comida.

    Em declarações hoje, quarta-feira, à ANGOP, o director da acção social da Administração da Humpata, Emanuel Malamba, fez saber que as famílias foram reintegradas nas localidades da Bata-Bata, sede municipal, Malambi, Mambandi, Cangolo e Tchipulo.

    Detalhou que o processo foi antecedido de um cadastramento dos chefes de família e de seus filhos nas instalações da administração do bairro Comandante Cow-Boy, no Lubango.

    A cada uma dessas famílias, explicou a fonte, foi entregue uma cesta básica, contendo óleo alimentar, peixes seco, fuba de milho, sal, semente de massango e de feijão frade, como incentivo para a produção agrícola.

    “Achamos estarem criadas as condições sociais mínimas para que essas pessoas se mantenham nas áreas de origem, porque a administração vai continuar a atribuir incentivos, como sementes para a prática da agricultura familiar”, disse.

    A cidade do Lubango foi alvo, nos últimos cinco anos, de um êxodo rural considerável, de pessoas saídas da Humpata e da Chibia, forçando o governo a criar dois lares de acolhimento diário, o que minimizou o problema.

    Algumas crianças não se adaptaram a esses lares, voltaram às ruas forçadas pelos próprios pais, a quem prestam vassalagem e entregam os proventos da sua acção na rua, por isso o governo cadastrou essas famílias e mapeou, após entrevistas as áreas de origem, para onde os realojou.

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    FonteANGOP

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