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    Governo francês exige esclarecimento sobre morte de jornalista na Síria

    A França exige esclarecimento sobre as cirscuntâncias da morte, na Síria, do jornalista Gilles Jacquier que estava trabalhando para o canal de televisão France 2, declarou nesta quarta-feira o ministro francês das Relações Exteriores, Allain Juppé. Jacquier estava em um grupo de jornalistas autorizados pelas autoridades sírias a visitar e fazer reportagens na cidade de Homs, epicentro da revolta popular contra o regime de Bashar al-Assad.
    “Pedimos que uma investigação seja feita para esclarecer as cirscuntâncias desse drama”, afirmou o chanceler francês em um comunicado. “Nós condenamos este ato odioso”, afirmou Juppé pedindo ainda que as autoridades sírias “garantam a segurança dos jornalistas estrangeiros em seu território e que protejam esta liberdade fundamental que é a liberdade de imprensa”.

    O chanceler informou também que o embaixador francês na Síria, Eric Chevallier, iria ao local para prestar todo o auxílio necessário também às pessoas que acompanhavam o jornalista.

    Gilles Jacquier foi atingido por um tiro de morteiro disparado contra o grupo de jornalistas, de acordo com um fotógrafo da agência AFP que testemunhou a cena. Ele foi o primeiro jornalista ocidental morto na Síria desde o início da revolta contra o regime, em março de 2011. Um outro jornalista belga ficou ferido no olho.

    Segundo a televisão síria Addounia o ataque deixou no total 8 mortos e 25 feridos. Os jornalistas, que estavam no bairro de Akrama, foram atingidos por tiros de morteiro ou granada, de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

    A Repórteres Sem Fronteiras, que tem sede em Paris, informou, citando o relato de outra testemunha, que um morteiro atingiu o grupo de jornalistas. Segundo a ONG Gilles Jacquier morreu na hora.

    Gilles Jacquier estava em “missão autorizada pelo governo sírio” com um outro jornalista da France 2 para o programa “Envoyé spécial”, informou a empresa France Télévisions através de um comunicado.

    “Gilles era um dos melhores da France 2, um homem fora do comum; estamos todos em estado de choque, ele vai nos fazer muita falta”, declarou à AFP Thierry Thuillier, diretor de informação do grupo France Télévisions.

    Fonte: RFI

    Foto: http: AlbertLondres

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