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    Governo de Israel negoceia acordo tendo como base fronteiras de 1967

    Israel quer retomar as negociações de paz com base na proposta dos Estados Unidos da América (EUA) do regresso às fronteiras de 1967, desde que os palestinianos desistam de pedir a sua adesão às Nações Unidas, afirmou ontem à France Press um dirigente hebreu que pediu o anonimato.
    “Estão a ser realizados esforços há várias semanas para retomar o processo de paz e permitir que sejam reactivadas as conversações directas entre Israel e os palestinianos”, afirmou a fonte à agência de notícias francesa.
    Segundo o dirigente, “a ideia é que os palestinianos renunciem ao projecto de agir unilateralmente na Organização das Nações Unidas” e acrescentou que o governo de Washington, capital dos EUA,  está a impulsionar os esforços do Quarteto para a Paz para o Médio Oriente: Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas.
    O negociador palestiniano Saeb Erakat pediu ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que anuncie “ao mundo e à imprensa que deu o seu consentimento para que as fronteiras de 1967 sejam a referência das negociações e que seja detida totalmente a colonização dos territórios palestinos, incluindo Jerusalém Oriental”.
    Segundo a imprensa israelita, Benjamin Netanyahu disse estar disposto a aceitar um acordo de paz com os palestinos com base na fórmula proposta por Barack Obama, sob a condição de que Israel não volte às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis dias de Junho de 1967 e que sejam levadas em conta as mudanças demográficas que decorreran na região desde então.
    No discurso pronunciado em 19 de Maio, Barack Obama defendeu a ideia de um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967 com intercâmbio de territórios, o que provocou a fúria dos dirigentes israelitas.
    Em 22 de Maio, o presidente norte-americano disse que, com os intercâmbios de mútuo acordo entre as partes, seria negociada uma fronteira diferente da anterior à guerra de 1967.

    As negociações entre israelitas e palestinianos foram interrompidas pouco depois de serem retomadas em Setembro do ano passado, sob patrocínio dos EUA.
    Os palestinos colocam como condição para a retomada de conversações que se congele a colonização na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, uma exigência que Israel rejeita.
    Fruto desse impasse, o povo da Palestina prevê pedir em Setembro a adesão do Estado da palestinano à Organização das Nações Unidas baseadas nas fronteiras reconhecidas pelo organismo internacional no ano de 1967.

    Demolição

    O Tribunal Supremo israelita ordenou ontem o desmantelamento da colónia de Migron, a maior do território palestino ocupado pelos Judeus na Cisjordânia.
    O Tribunal exigiu que o Exército retire o assentamento localizado perto de Ramala, com 70 casas e cerca de 250 colonos, até Março de 2012, informou à Efe o director da organização não governamental israelita Peace Now.
    “É a primeira vez que o Tribunal Supremo toma uma decisão clara como esta e ordena ao Governo que retire esse posto avançado”, disse o activista  dos direitos humanos.
    A organização pacifista pediu há cinco anos ao Supremo que exigisse ao Estado a paralização do crescimento da colónia de Migron e a retirada dos seus habitantes, alegando que a mesma é ilegal e foi construída em terras pertencentes a particulares palestinos.
    Neste período, afirma a Peace Now, a Justiça não tomou nenhuma decisão drástica, limitando-se a remeter a um acordo governamental com os colonos sobre a evacuação de colónias, mas a sua paciência esgotou-se quando, na semana passada, os poderes públicos pediram a extensão da situação por mais 16 meses, para que o Estado possa construir casas alternativas para os colonos israelitas.
    “Isto demonstra que o Supremo que deve fazer cumprir a lei na Cisjordânia e agora o Governo deve enfrentar o problema que criou”.

    Israel quer retomar as negociações de paz com base na proposta dos Estados Unidos da América (EUA) do regresso às fronteiras de 1967, desde que os palestinianos desistam de pedir a sua adesão às Nações Unidas, afirmou ontem à France Press um dirigente hebreu que pediu o anonimato.
    “Estão a ser realizados esforços há várias semanas para retomar o processo de paz e permitir que sejam reactivadas as conversações directas entre Israel e os palestinianos”, afirmou a fonte à agência de notícias francesa.
    Segundo o dirigente, “a ideia é que os palestinianos renunciem ao projecto de agir unilateralmente na Organização das Nações Unidas” e acrescentou que o governo de Washington, capital dos EUA,  está a impulsionar os esforços do Quarteto para a Paz para o Médio Oriente: Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas.
    O negociador palestiniano Saeb Erakat pediu ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que anuncie “ao mundo e à imprensa que deu o seu consentimento para que as fronteiras de 1967 sejam a referência das negociações e que seja detida totalmente a colonização dos territórios palestinos, incluindo Jerusalém Oriental”.
    Segundo a imprensa israelita, Benjamin Netanyahu disse estar disposto a aceitar um acordo de paz com os palestinos com base na fórmula proposta por Barack Obama, sob a condição de que Israel não volte às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis dias de Junho de 1967 e que sejam levadas em conta as mudanças demográficas que decorreran na região desde então.
    No discurso pronunciado em 19 de Maio, Barack Obama defendeu a ideia de um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967 com intercâmbio de territórios, o que provocou a fúria dos dirigentes israelitas.
    Em 22 de Maio, o presidente norte-americano disse que, com os intercâmbios de mútuo acordo entre as partes, seria negociada uma fronteira diferente da anterior à guerra de 1967.

    As negociações entre israelitas e palestinianos foram interrompidas pouco depois de serem retomadas em Setembro do ano passado, sob patrocínio dos EUA.
    Os palestinos colocam como condição para a retomada de conversações que se congele a colonização na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, uma exigência que Israel rejeita.
    Fruto desse impasse, o povo da Palestina prevê pedir em Setembro a adesão do Estado da palestinano à Organização das Nações Unidas baseadas nas fronteiras reconhecidas pelo organismo internacional no ano de 1967.

    Demolição

    O Tribunal Supremo israelita ordenou ontem o desmantelamento da colónia de Migron, a maior do território palestino ocupado pelos Judeus na Cisjordânia.
    O Tribunal exigiu que o Exército retire o assentamento localizado perto de Ramala, com 70 casas e cerca de 250 colonos, até Março de 2012, informou à Efe o director da organização não governamental israelita Peace Now.
    “É a primeira vez que o Tribunal Supremo toma uma decisão clara como esta e ordena ao Governo que retire esse posto avançado”, disse o activista  dos direitos humanos.
    A organização pacifista pediu há cinco anos ao Supremo que exigisse ao Estado a paralização do crescimento da colónia de Migron e a retirada dos seus habitantes, alegando que a mesma é ilegal e foi construída em terras pertencentes a particulares palestinos.
    Neste período, afirma a Peace Now, a Justiça não tomou nenhuma decisão drástica, limitando-se a remeter a um acordo governamental com os colonos sobre a evacuação de colónias, mas a sua paciência esgotou-se quando, na semana passada, os poderes públicos pediram a extensão da situação por mais 16 meses, para que o Estado possa construir casas alternativas para os colonos israelitas.
    “Isto demonstra que o Supremo que deve fazer cumprir a lei na Cisjordânia e agora o Governo deve enfrentar o problema que criou”.

    Fonte: Jornal de Angola

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