A Nigéria assinou um acordo com os Camarões, o Chade e o Níger no quadro dos seus esforços para travar a ameaça da seita islamita Boko Haram, noticiou a imprensa privada local. A seita islâmica matou mais de 900 pessoas no país em dois anos e meio.
O jornal privado “Punch” noticiou ontem que, com base no acordo assinado, Camarões, Chade e Níger vão vigiar suspeitos de ligações com o Boko Haram, controlá-los no seu território e partilhar informações com o governo de Abuja. O jornal não precisou a data e o local da assinatura do documento.
Na semana passada, o chefe do Exército nigeriano, general Azubuike Ihejika, reafirmou que as actividades da seita islâmica não estão limitadas à Nigéria e que o grupo é uma ameaça para a sub-região oeste-africana. As autoridades nigerianas disseram várias vezes que a Boko Haram integra muitos estrangeiros no seu seio. “Não é novidade que a ameaça que representa a Boko Haram ultrapassa as nossas fronteiras. Quanto mais rápido agirmos, melhor é para o futuro desta nação”, disse.
Instalações petrolíferas
O Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (MEND) indicou que vai efectuar ataques contra as firmas e instalações petrolíferas no sudeste da Nigéria “nas próximas semanas”.
O grupo militante renovou ainda a ameaça de atacar as empresas sul-africanas na Nigéria, em protesto contra o julgamento, na África do Sul, por presumível terrorismo, do líder do MEND, Henry Okah.
Em comunicado transmitido à imprensa nigeriana, o movimento explicou que a redução das actividades rebeldes na região petrolífera – atribuídas ao sucesso do programa governamental de amnistia em 2009 – foi utilizada pelo (Movimento para a Emancipação do Delta do Níger) para adquirir armas mais sofisticadas. Na noite de sábado, o movimento indicou que atacou um oleoduto em Brass, no Estado de Bayelsa, como prelúdio de outros assaltos contra infra-estruturas petrolíferas na região. Segundo o porta-voz da Força Especial Militar desdobrada na região, o ataque foi cometido “por impostores”.
Fonte: JA