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    Governo aposta em festas de Benguela mais inclusivas e participativas

    O coordenador das Festas da cidade de Benguela, Adilson Gonçalves, afirmou hoje que a edição 2023 já corresponde às expectativas da organização, pois está mais inclusiva e participativa.

    Tendo o recinto contíguo ao Estádio Nacional de Ombaka como palco principal, as festas dos 406 anos da cidade de Benguela, a celebrar-se no dia 17 de Maio, são uma realidade desde o fim-de-semana, com actividades desportivas, culturais e feiras de saúde e gastronomia.

    Esses eventos estão a animar o centro urbano e vários bairros, sobretudo na zona B, na periferia.

    Assim, o também vice-governador para área Técnica e Infra-estruturas justifica a realização de actividades nas zonas mais recônditas do município de Benguela com a necessidade de garantir um maior envolvimento de todos os munícipes, aliás, uma promessa feita no lançamento desta edição.

    “Já estivemos no bairro Viva Paz (zona B) e nesta semana faremos o mesmo com outro bairro a indicar, na zona A”, lembrou o coordenador das actividades festivas da também conhecida como cidade das Acácias Rubras, em declarações à ANGOP.

    Na vertente musical, diz que a primazia recai para os artistas da praça local, entre cantores e humoristas que se apresentam ao público, no palco do “Walale 406 – Maio é Benguela”, às quartas, quintas e sextas, sendo uma oportunidade para divulgarem o seu trabalho.

    “Estamos a dar uma prioridade muito especial aos artistas locais que inclusivamente abriram o palco musical e vamos conhecer outros nomes, desde os mais aos menos conhecidos”, reforçou.

    Segundo ele, em geral, aos sábados, o palco é reservado à actuação de um músico conceituado a nível nacional, como foi o caso de Matias Damásio, no dia 6, estando previsto outros shows com Yola Semedo e Anselmo Ralph.

    Carrossel e futebol de praia entre as inovações

    Em termos de inovação, salta à vista “um excelente parque de diversão infantil, onde, como assume a fonte, tem tudo para o laser da crianças durante o mês, contrariamente ao ano passado em que as actividades estavam mais viradas para os adultos.

    Como o acesso é livre, a não ser a “obrigatoriedade” da compra de um cartão de recarga telefónica, o vice-governador desafia os pais e encarregados de educação a levarem os filhos para o carrossel à disposição das crianças no exterior do Estádio de Ombaka.

    “Mas no exterior do estádio temos mais serviços e está a ser uma festa muito inclusiva”, assevera, avançando que essa estratégia de integrar o parque de diversão infantil com a praça do artesanato e de negócios na área da restauração, com mais de 55 feirantes, visa tornar as actividades mais versadas para as famílias benguelenses.

    Por outro lado, fez saber que foi instalado um campo de futebol de praia junto ao Estádio de Ombaka, outra inovação face a 2022.

    Para já, salientou que há muita solicitação de pessoas de outras províncias interessadas em fazer acampamento no local, tendo em conta os serviços disponíveis.

    Para o vice-governador de Benguela, está tudo acautelado, desde os autocarros para o transporte dos munícipes a preços bonificados (entre 50 a 100 kwanzas), a partir de pontos acessíveis nas cidades do litoral, como Benguela, Lobito, Catumbela e Baía Farta.

    Daí ter reafirmado que a comissão das festas de Benguela preparou-se a todos os níveis e prova disso é a forma como o Estádio de Ombaka está engalanado, despertando a curiosidade e a atenção dos munícipes e visitantes.

    “Muita gente quer ficar acampada no Estádio de Ombaka. Não querem sair de lá porque aquilo está altamente convidativo, os dias são muito convidativos e as noites agitadas”, enfatizou.

    E “gaba-se” de que todo o trabalho foi feito para dar essa qualidade de prestação de serviço aos munícipes e visitantes durante o mês de Maio.

    Um pouco de história

    A fundação efectiva de Benguela viria a ocorrer com uma expedição liderada por Manuel Cerveira Pereira, capitão-general de Angola, que partiu de Luanda em 11 de Abril de 1617, à frente de uma frota naval composta por 130 homens. A expedição rumou para sul, ao longo da costa, até à Baía das Vacas (ou Baía de Santo António), que alcançou em 17 de Maio do mesmo ano.

    Na baía fundou-se uma fortaleza que posteriormente receberia o nome de Forte de São Filipe de Benguela, que foi o núcleo base da povoação que se tornaria de imediato a capital do novo domínio português ao sul de Angola, a Capitania de Benguela, nome conservado entre 1617 e 1779, quando foi substituída pelo Distrito de Benguela.

    Inicialmente a localidade surgiu ao redor do forte e ganhou o nome de Ombaka, até que, após a celebração do tratado de amizade e comércio entre Portugal e o Reino de Benguela, passou-se a chamar de Benguela.

    O município de Benguela tem uma extensão territorial de dois mil e cem quilómetros quadrados. É o mais populoso da província e projecções populacionais de 2018 apontam para 623 mil e 777 habitantes. JH/CRB

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    FonteANGOP

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