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    Gaza: Bombardeamento israelita em Rafah mata 25 pessoas

    Pelo menos 25 pessoas foram mortas esta madrugada, na sequência de bombardeamentos israelitas em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde se encontra mais de um milhão de deslocados.

    “Fontes médicas informaram que 25 cidadãos foram mortos e outros ficaram feridos quando a ocupação bombardeou casas no centro e no norte de Rafah desde a noite passada”, afirmou hoje (10.02) a agência noticiosa oficial palestiniana Wafa.

    A agência disse ainda que os navios de guerra israelitas, localizados no Mediterrâneo, estão a “disparar fortemente” sobre a costa da província de Rafah.

    Israel anunciou na sexta-feira (09.02) planos para alargar a sua ofensiva militar a Rafah, na fronteira com o Egito, mas acrescentou que a operação incluiria a retirada prévia de civis.

    “É impossível atingir o objetivo de guerra de eliminar o Hamas e deixar quatro batalhões em Rafah”, frisou um comunicado do gabinete do primeiro-ministro de Israel.

    Em Rafah encontram-se 1,3 milhões de palestinianos, cinco vezes mais do que a população habitual, os ataques na região intensificaram-se nos últimos dias e existe o receio de um ataque terrestre israelita.

    Ataque a hospital em Khan Younes

    As forças israelitas invadiram na sexta-feira um hospital em Khan Younes, uma cidade no sul da Faixa de Gaza que sitiam há várias semanas, informou também o Crescente Vermelho Palestino (PRCS), que gere o estabelecimento. “As forças de ocupação [israelitas] invadiram o hospital Al-Amal e começaram a revistá-lo”, anunciou o PRCS, em comunicado, acrescentando que estão a ter dificuldades de comunicação com as equipas no local.

    O exército israelita confirmou à AFP que as suas tropas lançaram uma operação de busca naquele hospital, depois de ter recolhido “informações que indicam que o Hamas estava a realizar atividades terroristas” no complexo. Na quinta-feira (08.02), o PRCS relatou “bombardeamentos intensos” e “tiros pesados” à volta do edifício.

    A organização não-governamental (ONG) de assistência médica pede há vários dias que aquele hospital seja protegido e que possa continuar a abastecer-se de bens necessários, destacando a escassez de oxigénio, medicamentos e combustível que alimenta os geradores de eletricidade.

    A guerra entre Israel e o Hamasprovocou até agora na Faixa de Gaza quase 28.000 mortos, pelo menos 67.500 feridos e 8.000 desaparecidos, na maioria civis, de acordo com o último balanço das autoridades locais.

    O conflito originou também quase dois milhões de deslocados (mais de 85% dos habitantes), mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humana, com toda a população afetada por níveis graves de fome que já está a fazer vítimas, segundo a ONU.

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    FonteDW

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