A nomeação de Francisco de Lemos para dirigir a Sonangol é vista por analistas como uma mudança de continuidade, por ser um homem da casa e por o antecessor passar a ministro da tutela.
«Vai haver continuidade porque o novo presidente do Conselho de Administração é uma pessoa da casa», defendeu o analista Fernando Pacheco.
«A política será de continuidade, até porque o novo ministro de Estado da Coordenação Económica [Manuel Vicente, que até agora presidia à Sonangol] deve tutelar a área dos petróleos. A influência do presidente do Conselho de Administração cessante vai manter-se», disse citado pela Lusa.
Também o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola considera tratar-se de uma «mudança em estabilidade. Não há qualquer ruptura», garantiu.
Carlos Bayan Ferreira recordou que Francisco Lemos era o director financeiro da Sonangol e «um dos administradores mais fortes, da absoluta confiança» do presidente, Manuel Vicente, pelo que a sua ascensão não surpreende.
Bayan Ferreira considerou o novo presidente da Sonangol «muito competente e muito sério» e antecipou que a sua presidência levará a petrolífera angolana a «continuar o caminho que tem seguido, tornando-se uma empresa de prestígio internacional».
Em Portugal, a Sonangol mantém participações de referência no Banco Comercial Português e na Galp.
O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, confirmou na segunda-feira a nomeação de Manuel Vicente, ex-responsável da Sonangol, para o cargo de ministro de Estado e da Coordenação Económica.
Horas antes, um outro decreto da Presidência tinha exonerado Vicente do cargo de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal angolana e nomeado para o seu lugar Francisco de Lemos José Maria, um dos atuais seis administradores executivos da empresa.
Fonte: Agência Financeira