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    Guiné-Bissau: França vê eleições como única forma de “resolver problemas” do país

    A França entende que a única forma de ajudar a Guiné-Bissau a resolver os problemas é através de eleições “sérias e transparentes”, afirmou hoje o embaixador francês em Bissau, Michel Flesch.

    O diplomata esteve hoje reunido com o Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, para analisar a situação política do país.

    “Estive com o Presidente há um mês e meio, depois tive de viajar, de férias, para França, onde fui visitar a minha família, agora regressei por causa da festa de França [14 de julh0] e aproveito este meu regresso para vir fazer um ponto de situação com o Presidente”, disse Michel Flesch.

    “O Presidente explicou-me como evolui a transição e outras coisas”, precisou Flesch, quando falava aos jornalistas.

    Questionado sobre a posição de França em relação as autoridades de transição na Guiné-Bissau, o diplomata francês disse que Paris mantém a mesma desde o início do processo iniciado com o golpe de Estado de 12 de abril.

    “A posição de França resume-se a uma frase: a Guiné-Bissau vive uma situação política difícil. O princípio universal da democracia resume-se a esta frase: a soberania pertence ao povo que a exprime através das eleições”, observou o diplomata.

    França entende que “a única forma de resolver os problemas políticos” da Guiné-Bissau “é através de eleições” que irão permitir ao povo pronunciar-se, adiantou.

    “As eleições irão permitir que o povo demonstre a sua sabedoria, este povo que tem uma grande sabedoria”, sublinhou Michel Flesch, acrescentando ainda que França não participa em debates de índole pessoal.

    “A França apoia a democracia e a expressão do povo da Guiné-Bissau em eleições sérias, livres e transparentes. Tudo o que será feito para permitir que os guineenses se exprimam como querem ver o seu futuro, nós apoiamos”, notou Michel Flesch.

    “Agora, as questões de pessoas é um debate académico que pode interessar uns e outros. Concretamente, o que interessa às pessoas é saber quem são os governantes que possam ajudar a melhorar a sua vida e a dos seus filhos”, disse o embaixador francês.

    A Guiné-Bissau conheceu mais um golpe de Estado no dia 12 de abril e desde essa altura o país tem sido dirigido por um Presidente e um governo de transição, mas que não são reconhecidos pela quase totalidade da comunidade internacional.

    FONTE: Lusa

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    1 COMENTÁRIO

    1. A França comompaís de ligerdade nunca poderia apoiar o golpe de estado na Guiné. Podem semear através dos paises francófonos com Senega ou Costa de marfim mas nunxca directamente. Os paises francofonos são executores dos planos franceses em Africa.Por nada a França criou Feanco CFA. C significa Colónias, F Francesas e A Africa isto é Colonias Francesas de Africa. Enquanto não acordarmos continuaremos a ser a fonted de extracção das matérias primas para alimentar as fábricas da Europa que depois de trabalahados custam dez vezes mais.
      Antes vinham apanhar os nosssos av´so agora somos n´so que nos oferecemso a escravatura porque se criou desequilibrio entre as nossas nações e a Europa por nossa culpa. Nossa culpa por assim dizer.
      Pensamos que para ser alguém importante nos devemos identificar com so europeus. os nossos dirigentes tiram todo o dinheiro e compram mansões na Europa depois macoontece o que acontecem a Mobutu, Gadhafi e outros.

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