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    Forças Armadas Angolanas 22 anos – Paz, Segurança e Estabilidade

    Tropas em Parada (Foto: António Escivão)
    Tropas em Parada (Foto: António Escivão)

    As Forças Armadas Angolanas (FAA) assinalam quarta-feira, 9 de Outubro, o 22º aniversário da sua constituição em exército nacional único, sob o signo de transformações no seu desenvolvimento, resultantes do processo de reedificação e modernização em curso.

    A garantia da defesa, salvaguarda da independência e da integridade territorial da República de Angola constitui “lei motiv” da sua génese, como eixo principal das forças castrenses nacionais.

    Nesta data (9 Outubro), no ano de 1991, ao abrigo dos Acordos de Bicesse, Portugal, as ex -Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), governamentais, e as extintas Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), então componente militar de guerrilha da UNITA fundiram-se, institucionalizando as Forças Armadas Angolanas.

    O processo de criação das FAA iniciou-se com a entrada em vigor do cessar-fogo preceituado pelos acordos de Bicesse, na base do princípio de subordinação à autoridade política dos órgãos de soberania competentes do Estado, respeito à Constituição e outras leis da República de Angola.

    O reacender do conflito bélico, com a recusa dos resultados eleitorais do primeiro pleito multipartidário, realizados em 1992, ganhos pelo MPLA, e reconhecidos pela comunidade internacional como tendo sido livres e justos, na generalidade, constituiu ” percalço ” que, entretanto, não influiu notoriamente no rumo pretendido, mormente a edificação de um corpo militar apartidário, coeso e representativo da unidade e reconciliação nacional.

    Terminada a guerra fratricida de mais de 30 anos, em 4 de Abril de 2002, com a assinatura do Memorando de Entendimento de Lusaka, entre o governo angolano e a UNITA, que permitiu instaurar a paz definitiva no país, o Comando Superior adoptou um programa de reedificação e apetrechamento do Exército Nacional, para, no período de um decénio, transformá-lo em forças armadas modernas, capazes de responder as exigências do mundo actual.

    Nesta perspectiva, os desafios têm sido enormes, circunscrevendo o rejuvenescimento dos efectivos, sua qualificação académica e especialização nos três ramos (Exército, Força Aérea e Marinha de Guerra), além do apetrechamento em meios técnicos exigíveis as necessidades de sua actuação.

    Actualmente, nas unidades e sub -unidades as condições de acomodação da tropa, sua alimentação e assistência médico -medicamentosa tem registado melhorias, factores vêm contribuindo para a prontidão no cumprimento de missões, no quadro dos princípios da Defesa Nacional.

    Além da defesa militar da República de Angola, à tropa é igualmente exigida colaboração, com os órgãos afins, em missões de protecção civil, em tarefas relacionadas com a satisfação de necessidades básicas e a melhoria da qualidade de vida das populações, assim como participação no controlo e combate a surtos epidémicos (marburg, coléra, malária, hiv-sida).

    Na perspectiva da modernização pretendida, o Estado Maior General procura melhorar a selecção dos mancebos a incorporar no Exército Nacional, trazendo às suas fileiras o melhor da juventude angolana, na base do lema “A Pátria aos seus filhos não implora, ordena”, sem descurar os supremos interesses da Nação e do Povo angolano.

    Face a globalização, as FAA têm como premissa capacitar os efectivos para responder positivamente aos compromissos internacionais do Estado, no âmbito de eventual participação em missões humanitárias e de instauração da paz assumidas por organizações internacionais, das quais o país é membro, como a ONU, União Africana, SADC, CPLP, CEEAC, Comissão do Golfo da Guiné.

    Estão igualmente acometidas acções de cooperação técnico -militar, no quadro da política  do Executivo, traduzidas na participação em exercícios militares conjuntos, quer no âmbito de relações bilaterais quer multilaterais.

    A estrutura das FAA é composta por um Estado Maior General, a que se subordinam três ramos, designadamente Exército, Força Aérea e Marinha de Guerra, entre outras estruturas que muito têm contribuído para cumprimento da sua missão, com destaque para escolas e centros de formação militar, de nível médio e superior, instituições hospitalares, órgãos de apoio logístico, administrativo e financeiro, assim como de pessoal e quadros.

    É neste quadro que a data encerra significado especial para os militares, em particular, e o Povo angolano em geral, como símbolo da unidade e a irmandade de todos angolanos, de Cabinda ao Cunene e do mar ao leste. (portaldeangola.com)

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