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    Forças africanas ocupam posições rebeldes

    As Forças da União Africana na Somália (AMISOM) e o Governo Federal de Transição (GFT) tomaram o controlo de posições estratégicas do grupo extremista Al Shebab no Norte de Mogadíscio, após operações de segurança, anunciaram ontem fontes da missão no terreno.Num comunicado, a AMISOM declarou que a ofensiva “limitada e localizada”, lançada na quinta-feira, visava conter e eliminar a ameaça dos ataques contínuos do Al Shebab na linha da frente e aumentar a segurança dos campos de pessoas deslocadas no interior, nas zonas controladas pelo GFT na capital somalí Mogadíscio.
    A ofensiva desembocou na ocupação dos bairros de Florenza, de Sinaï e de Monopólio, situados no Nordeste da cidade capital e destruídos pela guerra.
    Durante a operação, 41 reféns civis detidos pelo Al Shebab conseguiram escapar e renderam-se ao GFT, indica o comunicado. “Após um período de provocação apoiada pelo Al Shebab, as nossas tropas resolveram as ameaças de segurança específicas graças a uma curta operação de ofensivas tácticas”, declarou o porta-voz da AMISOM, tenente-coronel Paddy Ankunda.
    Esta acção, segundo o oficial superior, vai aumentar a segurança nas zonas controladas pelo GFT em Mogadíscio e permitir às agências de ajuda continuar a funcionar e a encaminhar provisões vitais para os deslocados. O presidentedos EUA, Barak Obama reconheceu na sexta-feira que a crise humanitária que assola a região do Corno de África, causada pela fome e seca, não tem recebido atenção suficiente por parte dos Estados Unidos.
    Barack Obama, que falava na Casa Branca, onde minutos antes recebera os chefes de Estado do Benim, Guiné Conacry, Costa do Marfim e Nigéria, salientou que a crise alimentar na região precisa de uma resposta internacional, que conte com o continente africano como parceiro.
    “Falámos sobre como podemos trabalhar em conjunto para evitar a iminência da crise nesta região que, nos Estados Unidos, não tem recebido a atenção que merece”, afirmou Obama, acrescentando que a África terá de ser “um parceiro que garanta que dezenas de milhares de pessoas não morram de fome”.
    A seca que se vive actualmente no Corno de África, a pior dos últimos 60 anos, já provocou dezenas de milhares de mortos e constitui uma ameaça para cerca de 12 milhões de pessoas na Somália, Quénia, Etiópia, Djibouti, Sudão e Uganda. A situação humanitária é particularmente crítica na Somália, onde a ONU decretou formalmente o estado de fome em duas regiões do sul (Bakool e Lower Shabelle), controladas pela milícia islâmica radical Shebab, que proíbe o acesso a certas organizações humanitárias internacionais.

    Com a abertura, na quarta-feira, de uma ponte aérea de ajuda humanitária entre as capitais do Quénia e da Somália, as Nações Unidas e o Programa Mundial Alimentar (PAM) já conseguiram transportar para Mogadíscio cerca de 50 toneladas de alimentos para os campos de deslocados.

    Fonte: Jornal de Angola

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