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    Finlândia prefere sair do euro do que assumir dívidas dos outros países

    A Ministra das Finanças finlandesa, Jutta Urpilainen, diz que a Finlândia prefere ficar no euro, mas admite a sua saída da região.
    “A Finlândia prefere preparar-se para abandonar a moeda única do que pagar as dívidas dos outros membros do euro”, afirmou hoje a Ministra das Finanças do país nórdico, citada pelo jornal “ABC”.

    “A Finlândia está comprometida em ser um membro da Zona Euro e pensamos que o euro beneficia da Finlândia como a Finlândia beneficia do euro. No entanto, o nosso país não se irá agarrar com todas as forças ao euro”, acrescentou a Ministra, assegurando que o seu país está mesmo a ponderar os cenários mais extremos, podendo mesmo vir a “abandonar a moeda única”.

    “Responsabilizarmo-nos de forma colectiva por todas as dívidas e os riscos de outros países não é algo para que queiramos estar preparados”, concluiu Urpilainen.

    A política finlandesa explicou que tem marcado a sua posição perante o Eurogrupo e que Helsínquia não irá participar no programa de ajuda ao sistema bancário espanhol, dado que Madrid não apresentou garantias para as primeiras tranches do resgate financeiro.

    Jutta Urpilainen acrescentou que quando entrar em funcionamento o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), o fundo permanente de resgate do euro que ainda se encontra em processo de ratificação nos parlamentos nacionais, as garantias colaterais não serão necessárias.

    A Ministra explicou que apesar de Helsínquia “querer resolver a crise europeia” não pode subscrever qualquer tipo de acordo “em benefício dos contribuintes, empregados, e dos reformados finlandeses”, segundo a “ABC”.

    Urpilainen, que assegurou desconhecer se outros países vão exigir também a Madrid garantias, explicou que as conversações com o governo de Mariano Rajoy poderão começar nas próximas semanas, quando se determinar o valor concreto da ajuda.

    A Ministra indicou ainda que espera receber mais dados sobre a ajuda a Espanha nos próximos dias, dado que dia 9 de Julho irá realizar-se uma reunião do Eurogrupo onde será estudado o programa para a banca espanhola.

    A Finlândia exigiu garantias colaterais à Grécia em troca da ajuda – no valor de 1.400 milhões de euros – que o país nórdico cedeu a Atenas no âmbito do segundo pacote de resgate, o que gerou alguma controvérsia na União Europeia e a criação de um sistema complexo de condições para os países que exigem garantias.

    FONTE: Jornal de Negócios

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