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    Financiamentos do BDA animam empreendedores

    A fábrica Colabué em laboração na zona de Cacuaco. Foto: Contreiras Pipa (JEF)
    A fábrica Rocastro produz  cimento colabué, na zona de Cacuaco.
    Foto: Contreiras Pipa (JEF)

    O Banco de Desen­volvimento de Angola (BDA) quer manter o ritmo cres­cente dos actu­ais níveis de produção industrial, através de programas de financia­mento directos.

    Este objectivo combina com a estratégia governamental de cria­ção de postos de trabalho, sobre­tudo às mulheres e jovens.

    A exemplo disso, Luanda pre­para-se para receber nos próximos tempos a entrada de duas novas fábricas, além de uma terceira cuja produção já iniciada cresce significativamente. Ao todo foram aplicados 34,2 milhões de dóla­res (3,2 mil milhões de kwanzas) e garantidos mais de 500 postos de trabalho. Deste capital inves­tido, 17 milhões de dólares (1,6 mil milhões de kwanzas) foram dispo­nibilizados pelo Banco de Desen­volvimento de Angola (BDA) e os restantes 17,2 milhões de dólares ( pouco mais de 1,6 mil milhões de kwanzas) são de iniciativas dos respectivos investidores.

    Das duas novas fábricas, a Neosol financiada com cerca de 9,7 milhões de dólares (mais de 900 milhões de kwanzas) pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) tem prevista a aber­tura da fase inicial da produção para os próximos quatro meses. Nesta fase, as indústrias de refri­gerantes (bebidas e águas) e ali­mentícia (óleo vegetal) passarão a receber as embalagens de que precisam, vulgo polímeros ter­moplásticos (um tipo de plás­tico cujas propriedades mudam quando aquecido e resfriado) a partir do mercado nacional.

    Nekruma Beia, sócio gerente da Neosol. Foto: CP
    Nekruma Beia, sócio gerente da Neosol.
    Foto: CP

    Conforme o sócio gerente, Nekruma Beia, a Neosol que representa um investimento de 25 milhões de dólares (2,3 mil milhões de kwanzas) tem já implantada na Zona Económica Especial duas naves, sendo uma para armazenagem dos políme­ros termoplásticos, que inicial­mente será de 4,8 milhões de pet diário e 100 milhões/ano. O pro­jecto vai garantir 325 postos de trabalho.

    Para a concretização destes números, foram já adquiridas 14 máquinas e identificados os parceiros que devem assegurar a oferta de matéria-prima neces­sária a produção.

    Países como África do Sul, Argélia, Portugal e China são as escolhas, uma vez tratar-se de fontes de que o mercado tem feito recurso para responder ao consumo actual.

    Numa segunda fase, de acordo com Nekruma Beia, a Neosol deve investir no aumento da capacidade de produção com o investimentos em mais 14 máquinas, totalizando 28 de que precisam para assegu­rar o abastecimento do mercado. Também têm em vista a abertura de uma fábrica de reciclagem, o que lhes vai permitir fazer o rea­proveitamento das embalagens utilizadas.

    Ferreira Martins, director geral da Rocastro Foto: CP
    Ferreira Martins, director geral da Rocastro
    Foto: CP

    A segunda fábrica, que entra já em fase experimental nestes dias é a Rocastro. Com a marca de cimento cola “Colabúe” a que­rer impôr-se num concorrido mer­cado, os promotores asseguram que o preço de 500 kwanzas por unidade de 25 quilogramas e a oferta diária de 7.500 sacos são garantias de bons negócios.

    O director-geral, Ferreira Martins, acredita que a certi­ficação da qualidade será uma mais-valia ao produto, daí que o financiamento de 4,3 milhões de dólares (mais de 400 milhões de kwanzas) disponibilizados pelo BDA servem para dar vitalidade, num projecto que combina produ­ção com responsabilidade social. Assim, a Rocastro implanta na vasta área de mais de sete hectares que ocupa na zona da Caop, município de Cacuaco, em Luanda, um gigante que vai nos próximos dias aumentar a oferta de cimento cola, bastando que os clientes requisitem um mínimo de 60 unidades como encomenda básica.

    Com a implementação do “Cola­búe”, cerca de 40 postos de trabalho foram criados aos nacionais. (Jornal de Economia & Finanças)

     

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