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    BCA expande serviços

    Foto: Contreiras Pipa
    Foto: Contreiras Pipa

    O Banco Come­cial Angolano (BCA) vai conti­nuar a apostar na abertura de mais agências com o objec­tivo de aumentar os fundos próprios. Por isso, tem como desafio para este ano, a capitali­zação do banco para assegurar o seu forte crescimento.

    Apesar de ter fechado o exer­cício económico de 2012 com um resultado líquido de 676,9 mil milhões de kwanzas, contra 903,2 registados no período de 2012, o banco angolano mantém o seu foco de actuação que passa na captação de mais clientes.

    Segundo o relatório da ins­tituição, a redução das taxas de aplicações de crédito dos títulos e obrigações, combinada com o aumento de custos operacionais resultante da expansão da rede de distribuição e dos vários inves­timentos efectuados ao longo do ano, resultaram numa redu­ção em cerca de 25 por cento dos resultados líquidos em compara­ção com o ano 2011.

    Assim, o banco continua a investir no melhoramento dos sistemas de controlo interno através da informatização de várias actividades do dia-a-dia, garantir a eficiência na prestação de serviços ban­cários e a diversificação dos canais de distribuição de pro­dutos oferecidos.

    Durante o ano 2012 o banco participou em vários sindicatos bancários que visaram fomentar o crédito à economia e o relan­çamento da indústria transfor­madora em Angola, tendo deste modo aumentado o seu volume de crédito. O BCA foi também uma das operadoras que assi­nou o protocolo com o Governo no âmbito do programa “Angola Investe” e continua a conceder crédito a pequenas e médias empresas no âmbito da garan­tia de crédito assinado com a agência norte- -americana para o desenvolvimento (USAID).

    O seu enfoque na boa gestão de risco significa que o banco apre­senta rácios de solidez e pruden­ciais acima da média e deste modo consegue minimizar a sua expo­sição ao risco e aos efeitos nega­tivos de riscos excessivos.

    É convicção do banco que, com o crescimento contínuo do número de clientes particulares e empresas, a fidelização dos mes­mos e um reforço de capital, o BCA poderá passar para uma fase de crescimento rápido e de melhor rentabilidade para o benefício de todos “stakeholders”.

    Outros indicadores

    Em 2012 houve um crescimento dos activos do banco em cerca de 2 por cento, um incremento das apli­cações no mercado monetário, em cerca de 104 por cento, e dos crédi­tos em 14 por cento em relação ao exercício anterior. A grande ero­são verificada na remuneração dos títulos aconselhou a definição de uma nova geometria nas rubri­cas do activo com investimentos a serem priorizados nas rubricas de crédito e aplicações de curto prazo no mercado interbancário (overni­ght) teve um grande impacto no total dos activos. Dos activos, 67 por cento são remuneráveis o que representa um ligeiro aumento de cerca de 5 por cento em compara­ção com o ano anterior.

    No lado do passivo, apesar de no seu global continuar quase constante (em relação ao exercí­cio anterior), houve uma signi­ficativa alteração da estrutura dos depósitos com uma redução dos depósitos à ordem em cerca de 29 por cento e um aumento dos depósitos a prazo de 121 por cento. Tratou-se do esforço da ges­tão de reduzir o risco de liquidez do banco com vista a assegurar a estabilidade dos passivos do banco para poder permitir o cres­cimento seguro da actividade de concessão de crédito.

    No período em análise, a mar­gem financeira regrediu em 12 por cento. Este abrandamento deveu-se essencialmente ao aumento do custo de “funding” dos depósitos a prazo, à redu­ção dos activos mobiliários bem como à redução significativa ocorrida nas taxas de remune­ração dos títulos e outros acti­vos remuneráveis. A margem complementar praticamente não variou, mas teve uma evolução positiva como proporção do pro­duto bancário, tendo passado de 56 por cento para quase 60 por cento. Os resultados em opera­ções cambiais reflectem natu­ralmente a redução substancial dos “spreads” (saldo dos crédi­tos) entre praticados nas opera­ções de venda de divisas.

    Perspectivas para 2013

    A capitalização do banco com aumento dos seus fundos próprios apresenta-se como um dos prin­cipais desafios para os accionis­tas e o conselho de administração visto que o futuro da instituição, a valorização das acções e a manu­tenção do ranking estão forte­mente dependentes da dimensão dos fundos próprios que embora já tenham quase que duplicados em 4 anos são ainda insuficientes para assegurar um crescimento próspero da instituição.

    Para este ano, o banco vai continuar a focar na expansão da rede de balcões, onde tem uma meta de 33 postos de venda nos próximos 12 meses. Vão refor­çar a sua presença em Luanda com novas agências.

    Marcarão igualmente pre­sença nas províncias da Huíla, Malange, Zaire (Soyo), Kwanza- -Sul e Namibe com agências de grande dimensão.

    O objectivo preconizado conti­nua a ser o de uma maior captação de clientes, maior rentabilização do negócio e alargar a sua pre­sença à escala nacional.

    O reforço das competências com vista a levar ao mercado a imagem de um banco credível, bem como a modernização das suas infra-es­truturas operacional e de informá­tica, continuarão a ser as pedras basilares da instituição. PEDRO PETERSON (jornaldeeconomia.ao)

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