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    Fim do prazo das dívidas da Covid-19: EPAL e ENDE vão começar a cortar água e energia

    A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) e a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) estão a partir desta segunda-feira, 27, autorizadas a efectuar cortes aos consumidores que contraíram dívidas de água e energia durante o estado de emergência que vigorou durante dois meses no País por causa da pandemia do novo coronavírus/ Covid-19, e que ainda não regularizaram as suas facturas.

    Cálculos do Novo Jornal dão conta que terminou este domingo, 26, o prazo de 60 dias que o Executivo deu aos consumidores que contraíram dívidas de energia e água durante aquele período e que até agora ainda não regularizaram os seus encargos.

    Aquando da declaração da situação de calamidade pública no País, a 25 de Maio, o ministro de Estado e chefe da casa civil do Presidente da República, Adão de Almeida, disse aos jornalistas que os consumidores com dívidas contraídas durante o estado de emergência podiam amortizá-las de forma faseada, ou seja, em prestações, até ao dia 26 de Julho.

    No fim desde prazo (27 de Julho), o ministro assegurou que as autoridades podiam retomar a dinâmica normal, que é a realização de cortes.

    “Quem não o fez deve agora pagar na totalidade. Salvo alguma negociação directa com a EPAL e a ENDE”, disse a Adão de Almeida na ocasião.

    De recordar que no período de estado de emergência, que vigorou nos meses de Março a Maio, os clientes ficaram desobrigados de pagar as facturas de água e energia, não podendo a EPAL e a ENDE suspender o fornecimento.

    Esta medida presidencial foi anunciada como auxílio para as famílias minimizarem os constrangimentos que o estado de emergência provocou na economia do País.

    Sobre o assunto, o Novo Jornal contactou o gabinete de comunicação institucional e imprensa da Empresa Pública de Águas de Luanda, para saber que medidas a EPAL vai a partir de agora tomar.

    Entretanto, o seu porta-voz, Vladimir Bernardo, prometeu esclarecimentos sobre a questão oportunamente.

    Já a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade remeteu-se ao silêncio, mas uma fonte do gabinete de comunicação institucional e imprensa assegurou que a ENDE vai fazer cumprir o decreto presidencial.

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