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    FAO alerta desperdício de alimentos no mundo

    Mercado agrícola. Foto: Vigas da Purificação
    Mercado agrícola.
    Foto: Vigas da Purificação

    Relatório publicado recentemente indica as consequências resultantes do desperdício de toneladas de bens alimentares que atingem os 750 mil milhões de dólares em todo planeta.

    A organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimen­tação (FAO) revela que anualmente são des­perdiçados 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos fazendo com que 870 milhões de pessoas passem fome.

    O relatório da FAO publicado recentemente indica que as con­sequências económicas directas resultantes do desperdício sem contar com o pescado e marisco atingem 750 mil milhões de dóla­res e descreve o desperdício de alimentos a partir de uma pers­pectiva ambiental, centrando-se de forma especifica nas suas con­sequências para o clima, o uso de água, o solo e a biodiversidade.

    Por isso, a FAO solicita a todos os agricultores, pescado­res, processadores de alimentos, supermercados, governos locais e consumidores que adoptem mudanças em todas as cadeias alimentares humanas para evitar, em primeiro lugar, que ocorra o desperdício de alimentos e reutilizá-los.

    “Não podemos permitir que um terço de todos os alimentos que produzimos se perca ou desperdi­çado devido à prática inadequada, quando 870 milhões de pessoas passam fome todos os dias”.

    A agência das Nações Unidas publicou também um manual com recomendações sobre como se pode reduzir a perda e o des­perdício de alimentos ao mesmo tempo que denuncia os consu­midores que não planeiam as suas compras.

    O relatório denuncia que as normas estéticas e de qua­lidade levam os consumidores do retalho a rejeitarem grandes quantidades de alimentos per­feitamente comestíveis, assim como revela que nos países em desenvolvimento são desperdi­çados muitos alimentos após a colheita ou na fase inicial da rede de provisão pelas limita­ções financeiras e estruturais em técnicas de colecta e em infra-estruturas de transporte e armazenamento, juntando as condições meteorológicas que favorecem a deterioração dos alimentos.

    Mais de metade, 54 por cento, da perda de alimentos no mundo é produzida nos períodos iniciais de produção, manipulação e arma­zenamento, indica o documento. Os 46 por cento restantes ocor­rem nos períodos de processa­mento, distribuição e consumo de alimentos durante a produ­ção agrícola, enquanto a outra perda se regista a nível da venda a retalho e do consumidor tende a ser maior nas regiões de rendi­mento médio e alto.

    O volume de perda de carne no mundo é relativamente baixo 80 por cento do total da mesma acontece em países de rendi­mento elevado, sendo a América latina responsável por 67.

    A FAO alerta que caso haja excedentes de alimentos devem ser doados aos membros vul­neráveis da sociedade e se não estiverem bons para o consumo humano, a outra alternativa seria dar ao gado.

    (jornaldeconomia.ao)

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