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    Extrema-direita de Portugal se aproxima de partidos tradicionais antes de eleição em março, mostra pesquisa

    O partido português de extrema-direita Chega subiu para 21% das intenções de voto em uma nova pesquisa de opinião antes das eleições antecipadas marcadas para 10 de março, aproximando-se dos partidos tradicionais de centro-esquerda e centro-direita, cujo apoio estagnou.

    Uma pesquisa realizada pelo instituto ISCTE-ICS para a SIC TV e o jornal Expresso, publicada na noite de quinta-feira, mostrou o Partido Socialista (PS), de centro-esquerda, liderando com 29%, mas com poucas chances de permanecer no poder, já que o Parlamento seria controlado por uma maioria de direita.

    Ele foi seguido de perto pela recém-criada Aliança Democrática (AD) — uma coalizão entre Partido Social Democrata (PSD), de centro-direita, e o conservador CDS-PP — com 27%.

    O populista e antiestablishment Chega, que promete combater a corrupção e usa o slogan “Portugal precisa de uma limpeza”, ganhou seis pontos percentuais e ultrapassou a marca de 20% pela primeira vez em uma pesquisa.

    O crescente apoio ao Chega reflete movimentos semelhantes em outros países europeus, onde os partidos nacionalistas e de extrema-direita estão cortejando os eleitores com promessas de endurecer as regras de imigração e suavizar as políticas climáticas da UE.

    Espera-se que os partidos de extrema-direita, incluindo o Rally Nacional de Marine Le Pen na França, a Liga de Matteo Salvini na Itália e a Alternativa para a Alemanha (AfD), prosperem nas eleições de junho na União Europeia.

    O líder do Chega, André Ventura, disse à Reuters na semana passada que seu partido exigiria fazer parte de um governo de coalizão de direita em troca de apoio parlamentar.

    Todos os partidos de direita de Portugal juntos, incluindo o pró-empresarial Iniciativa Liberal, com 3% de apoio, representam 53% das intenções de voto.

    No entanto, o líder do PSD, Luis Montenegro, já descartou um acordo com o Chega, aumentando a incerteza política.

    O primeiro-ministro socialista António Costa renunciou ao cargo em 7 de novembro por causa de uma investigação sobre supostas ilegalidades na condução de grandes projetos de investimento verde pelo seu governo, o que provocou a eleição antecipada. Ele nega qualquer irregularidade.

    Em meados de dezembro, Costa foi substituído pelo ex-ministro de Infraestrutura Pedro Nuno Santos, de 46 anos, como líder do PS.

    O ISCTE-ICS realizou uma pesquisa com 804 pessoas de 16 a 25 de janeiro, com uma margem de erro de 3,5%.

    Por Sergio Gonçalves

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    FonteREUTERS

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